Arquivos

Categorias

Legião Urbana é revivida com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Wagner Moura

“Cara, eu tenho medo, mas tenho mais coragem. Fiquei mais a fim de fazer do que qualquer coisa, de imediato.”

Assim Wagner Moura descreve sua reação ao convite para participar, como vocalista, de um tributo à Legião Urbana ao lado do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baterista Marcelo Bonfá.

O show, encomendado pela MTV, acontece nos dias 29 e 30 de maio, em São Paulo, e seu anúncio causou primeiro surpresa (um ator no lugar do mítico Renato Russo?) e, depois, irritação em boa parte dos fãs (um ator no lugar do mítico Renato Russo?!?).

Não importou o fato de Moura, como qualquer adolescente dos anos 1980, ser fã da banda, daqueles que decoravam “Faroeste Caboclo”.

De nada adiantou ele ser um cantor diletante (tem uma banda, Sua Mãe) e já ter cantado Legião em cena – imitou Renato Russo numa interpretação de “Será”, no filme “Vips” (2011), e cantou “Tempo Perdido” em “O Homem do Futuro” (2011).

“Estamos nos expondo muito, porque estamos lidando com um repertório que tem milhões de fãs. É óbvio que haverá o preconceito por eu ser um ator popular, não ser um cantor. A gente sabia que ia ter de lidar com isso desde o começo, e esse risco me instiga”, diz Moura.

Os músicos também não titubearam quando souberam do projeto. “A resposta do Wagner foi tão esfuziante e acolhedora que eu falei ‘cara, vamos fazer’”, diz Dado. “Quando as pessoas saírem do show, vão entender porque a gente fez isso”, diz.

A apresentação, dirigida por Felipe Hirsch, terá 25 músicas, passando por todos os discos do grupo – inclusive “A Tempestade” (lançado no ano da morte de Renato, 1996) e “Uma Outra Estação” (póstumo, de 1997), que a Legião nunca mostrou ao vivo.

Impedidos de usar o nome Legião Urbana (a marca pertence à família de Renato Russo, que não autorizou o uso), os remanescentes da banda afirmam estar cansados desse tipo de disputa e que estes shows serão os últimos com o repertório do grupo.

“É triste, é ruim, é chato [não poder usar o nome da banda]. Realmente é uma situação que incomoda, mas vai ser a última vez. A partir do dia 31 de maio, não teremos mais esse tipo de problema, isso é certo”, diz Dado.

TRIBUTO À LEGIÃO URBANA
QUANDO 29 e 30/5, às 21h
ONDE Espaço das Américas (r. Tagipurú, 795, São Paulo; tel. (11) 2027-0777)
QUANTO R$ 200 (à venda em www.ticket360.com.br, pelo telefone (11) 2027-0777 e no local do show)
CLASSIFICAÇÃO 18 anos

Fonte: Folha.com.

 

Ex-baixista da Legião Urbana vira morador de rua

Renato Rocha, ex-baixista da Legião Urbana, está vivendo há cinco anos como sem-teto nas ruas do Rio de Janeiro.

O músico foi encontrado pela reportagem do programa Domingo Espetacular, da Rede Record, sentado em frente a uma agência bancária no centro da cidade.

Rocha, que entrou para a banda a convite do cantor Renato Russo, foi despedido alguns anos depois. Segundo um vídeo da época, o baixista foi expulso, de acordo com Dado Villa-Lobos, por “ser muito louco”.

Falando do grupo, Renato Rocha diz sentir saudade dos tempos de sucesso: “Adoro ouvir Legião no rádio”; e sobre Russo: “Ele era uma pessoa muito inteligente. E (quando estava) sóbrio, era fácil de conviver; só que ele bebia sem limites”.

Ainda sobre drogas e álcool, o músico afirma nunca ter sido dependente: “Às vezes você toma um calmante e é considerado droga. Eu preferia tomar um calmante para controlar o nervosismo”. Mas falando sobre as festas, admite: “Depois (dos shows) pode liberar tudo”.

Procurado pela reportagem do programa, o pai de Renato, Sebastião Rocha – advogado com 84 anos de idade – disse que soube do filho há poucos dias, e que o baixista chegou nessa situação devido à dependência de drogas, que teve início após o fim de seu casamento. Sebastião planeja também ir ao Rio para tirar o filho das ruas.

Falando sobre o dinheiro ganho com os direitos autorais das músicas da Legião Urbana, Renato Rocha reclama: “Como pode um disco vender mais de 12 milhões de cópias e eu ficar na rua?”

Procurado, o ECAD afirmou que o músico recebeu nos último dez anos quase R$ 110 mil, em uma média de aproximadamente R$ 900 por mês.

Fonte: Último Segundo – IG.

Os álbuns da Legião Urbana para todos os gostos, para todas as gerações

Somos os filhos da revolução/ Somos burgueses sem religião/ Somos o futuro da nação/ Geração Coca-Cola.

Nas favelas, no senado/ Sujeira pra todo lado/ Ninguém respeita a constituição/ Mas todos acreditam no futuro da nação /Que país é esse?

Embora tenham sido feitas na década de 80, em um outro momento político e social, essas –e muitas outras – canções da Legião Urbana soam como atuais. E, por isso, elas ainda despertam interesse nas gerações atuais. Não é a toa que os discos da banda – que nunca saíram de catálogo- vendem cerca de 250 mil cópias por ano.

Por isso, é preciso se comemorar a iniciativa da gravadora EMI em (re-)colocar nas lojas, no próximo dia 25 de outubro, os oito álbuns de carreira da banda (discos de estúdio) em três formatos diferentes: digipak, caixa de luxo e vinil. São eles Legião Urbana (1984), Dois (1986), Que País é este (1987), As Quatro Estações (1989), V (1991), Descobrimento do Brasil (1993), A Tempestade (1996) e Uma Outra Estação (1997). As novas edições ainda trazem mais de 80 fotos inéditas e textos escritos exclusivamente para esses lançamentos.

A opção pelos três formatos – essa é a primeira vez que toda a discografia de uma banda nacional está disponível dessa forma, ao mesmo tempo – é uma grande sacada. O digipak – aquele formato que lembra as capas dos antigos LP – agrada quem ainda tem o hábito de comprar CD e, quase sempre, podem ser encontradas em preços mais convidativos. Os da Legião vão custar R$ 29, 90, preço sugerido pela gravadora, e podem ser comprados separadamente. Eles também podem ser adquiridos juntos no box que a gravadora chama de “caixa de luxo” por R$ 350.

Mas o grande charme desses relançamentos são os LPs – formato que tem ganhado cada vez mais adeptos. Além de trazer mais fotos, remetem à emoção (para quem viveu isso, claro) de ter nas mãos o disco de sua banda preferida. Claro, hoje em dia você pode ter um CD nas mãos, mas o LP é diferente!

Vale lembrar também que essa é a primeira vez que Uma Outra Estação e A Tempestade, lançados já na era do CD – saem em long play.

Em cada álbum, Christiana Fuscaldo, responsável pelos textos, conta histórias dos bastidores das gravações e ressalta declarações da trupe que ajudam a ilustrar cada momento. Em Dois, de 1986, ela ressalta a inquietude de Renato, destacando a seguinte declaração do poeta: “Ao passo que estamos nos distanciando do referencial externo – governo, política, estado, poluição – neste segundo a gente está superinteriorizando. Não temos mais músicas como Soldado e O Reggae, porque a gente já falou daquilo ali. Não vou ficar a vida inteira falando da escola, agora estamos falando do relacionamento emocional e afetivo das pessoas. No primeiro disco, a gente teve que bater na porta com muita força. Com o segundo, a gente pode falar as coisas sem precisar ficar gritando, porque a porta já está aberta”.

Embora a Legião tenha sido cercada por algumas histórias de brigas envolvendo seus integrantes (e qual banda não briga?), Dado revela, no texto que acompanha o CD Que país é este, que o ambiente de gravação tinha momentos bastante agradáveis, como quando a banda jogava vôlei dentro do estúdio. “Fazíamos uma quadra com fita crepe e três rebatedores, cada um com uma janelinha. Usávamos uma bola dente de leite. Enquanto o pessoal estava mixando o disco no aquário, o campeonato comia solto. Fazia fila no corredor par jogar”.

Os textos também revelam momentos pessoais dos integrantes da Legião. No encarte de O Descobrimento do Brasil, sexto álbum da banda, está escrito: “A Legião Urbana entrou numa nova fase. Com Renato Russo “tratado” (das drogas) (…) e todo mundo mais otimista, a banda estava se redescobrindo. (…) Muito dos dramas foram celebrados nas letras. Em Vinte e Nove, por exemplo, ele cita seu problema com o álcool: “Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes”. E “Só por hoje” remete ao famoso lema dos Alcoólicos Anônimos, frequentado por Renato”

Talvez os fãs tentem imaginar o que seria o Renato ou o que seria a Legião nos dias atuais. Mas isso não é importante. O mais valoroso é que a obra da banda ainda ecoa com verdade e atinge em cheio as novas gerações.

(Danilo Casaletti)

Fonte: Época

Legião Urbana ganha discografia em vinil

A gravadora EMI está relançando em LP toda a discografia da Legião Urbana. Os oito discos de estúdio da banda virão com uma capa gatefold com várias fotos e textos inéditos. Os discos chegarão as lojas no próximo dia 25 de Outubro, quem quiser esperar mais um pouco, poderá comprar todos os LPs em uma caixa especial.

O lançamento de outros discos importantes da banda, como “As Quatro Estações ao Vivo” e “Acústico MTV Legião Urbana”, ainda esta sendo estudado pela gravadora.

Copyright © 2010 - Folha da Manhã - Todos os direitos reservados