Gravado em 1999, Darkdancer foi o segundo disco do projeto Les Rythmes Digitales. O grupo foi formado por Jacques Lu Cont (também conhecido como Stuart Price), um francófilo encarcerado no corpo de um rapaz de Reading, Inglaterra, que havia optado pela identificação com a França como irresistível catalisador para a sua energética, hipnótica e estilizada visão musical. Aparentemente, o título alternativo que Lu Cont queria para Darkdancer era “No Jacquet Required” – esta alusão ao álbum de 1985 de Phil Collins teria sido uma grande dica para entender o caminho que viria a seguir.
Gravado nos estúdios Quad, em Nova York, Darkdancer é europop no que ele tem de melhor, captando a essência dos anos 80 de um modo que não teria sido possível com a tecnologia daquela época. A ressonância histórica da música é reforçada pela presença do antigo ídolo pop Nik Kershaw na bem trabalhada música “Sometimes”, com Boy george sendo também resgatado para o vídeo de “(Hey You) What’s That Sound”. Les Rythmes Digitales transpiram diversão – citando uma letra: “Don’t just sit there dreaming… dance!” (“Não fique aí sentado sonhando… dance!”). Do princípio ao fim, o álbum possui uma magia rítmica. Os ritmos marcados e a letra repetitiva de “From: Disco To: Disco” ficam gravados no cérebro, convertendo esta música no hino definitivo para as pessoas que não sabem a hora de voltar para casa depois de passarem a noite nos clubes. A notável capa foi criada por Philip Castle, o artista que concebeu o cartaz do filme A Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick.
Falsa música eletrônica francesa no que tem de melhor, este álbum é como ter uma discoteca dentro de um iPod.




