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“Vivid” do Living Colour (1988)

Apesar da proliferação da música rap no final dos anos 80, o rock – e certamente o heavy metal – permaneceu quase exclusivamente “música de branco”. É certo que já havia grupos de rock com líderes negros (por exemplo, a banda de rock cristão Kings X). Contudo, a existência de um conjunto negro de heavy metal era, honestamente, impensável. O Living Colour, de Nova York, foi uma exceção a regra.

O grupo estava centrado no guitarrista, o talentoso Vernon Reid, há muito membro da cena fusion underground de Nova York. (Em 1985, Reid tinha formado a Black Rock Coalition para ajudar os músicos a fugirem de categorizações simplistas do tipo “negro” e “branco”). Em conjunto com o vocalista Corey Glover, o baterista Will Calhoun e o magnífico baixista Muzz Skillings, Vivid se tornou uma gravação realmente original, englobando elementos de thrash, hard rock, reggae, funk e rap.

Apesar de sua excelência musical, foi graças à rotação insistente na MTV de “Cult Of Personality” – um ataque radical aos políticos do planeta, premiado com um Grammy – que a banda recebeu os merecidos elogios críticos. O restante do álbum é igualmente revolucionário, falando de suicídio em “Middle Man”, de racismo em “Funny Vibe” (com uma participação especial do Public Enemy) e até mesmo do culto às celebridades em “Glamour Boys”. Ainda que a gravação tenha sobrevivido ao tempo, o mesmo não pode ser dito das roupas: os trajes fosforescentes do Living Colour foram jogados no lixo da história da moda.

Cult Of Personality: YouTube Preview Image

Middle Man: YouTube Preview Image

Funny Vibe: YouTube Preview Image

Glamour Boys: YouTube Preview Image

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