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Disco de Lou Reed e Metallica ganha nome e data de lançamento

Lou ReedMetallica divulgaram detalhes sobre o disco que lançarão em conjunto nos próximos meses. Lulu será o nome do álbum que será lançado no dia 31 de Outubro em todo o mundo e 01 de Novembro na América do Norte e mais informações a respeito do trabalho estão disponíveis no site oficial da “dupla”, que você pode acessar aqui. Lá é possível, por exemplo, descobrir que o nome do disco foi inspirado nas peças Earth SpiritPandora’s Box, do escritor Frank Wededkind, além de encontrar fotos de ensaios, novidades e muito mais.

“Berlin” de Lou Reed

Depois do sucesso de vendas de Transformer, de 1972, os críticos e os fãs estavam  ansiosos por outra dose de glam rock contagiante e sexualmente ambíguo. Mas o que Lou Reed ofereceu era muito mais difícil de digerir.

Berlin era a obra mais brutal de Reed até então. Concebido como “cinema para os ouvidos”, o álbum faz uma crônica do fim do relacionamento de um casal americano, Caroline e Jim, que vive na cidade alemã dividida. As canções falam de infidelidade (“Caroline Says I”), drogas (“How Do You Think It Feels”) e violência (“Caroline Says II”), e o ciclo se encerra com o suicídio de Caroline (“The Bed”). Indiferente, Jim se recusa a chorar a morte de namorada e “Sad Song” encerra o álbum com versos perturbadores: “I’m gonna stop wastin’ my time/Somebody else would have broken both her arms”.

O produtor Bob Ezrin elaborou uma trilha sonora perfeita para acompanhar o roteiro de Reed. Ele convidou estrelas para a banda de apoio e, cuidadosamente, montou cada uma das 10 faixas como se fossem movimentos sinfônicos. O resultado foi uma gloriosa fatia de rock orquestral, muito diferente do acompanhamento nu de Transformer.

O público não estava preparado para um projeto lúgubre tão ambicioso. A Rolling Stone disse que Berlin era um “desastre” e o álbum mal conseguiu se alinhar entre os 100 mais vendidos dos Estados Unidos. O disco pode ter sido um fracasso comercial, mas sua atmosfera sombria instigou uma nova geração de músicos. Menos de uma década depois, Ian Curtis, do Joy Division, seria aclamado por fazer o tipo de construção dark pela qual Reed foi crucificado.

Caroline Says I: YouTube Preview Image

How Do You Think It Feels: YouTube Preview Image

Caroline Says II: YouTube Preview Image

The Bed: YouTube Preview Image

Sad Song: YouTube Preview Image

“Transformer” de Lou Reed

Lou Reed tinha a credibilidade e as músicas; David Bowie, o som e o apelo da mídia. O encontro entre o mestre americano e o discípulo inglês legou aos anos 70 um de seus símbolos mais deliciosos, um disco que explorava e, ao mesmo tempo, definia o glam rock.

Reed deixou o The Velvet Underground em 1970 com o gosto amargo da derrota e da animosidade. Nova York havia se tornado fria e distante; Londres parecia ser, agora, o lugar onde as coisas estavam acontecendo. Reed se mudou para a Inglaterra e estreou na RCA com um fracassado álbum solo, preparado com sobras do Velvet requentadas por músicos de estúdio que não se identificavam com a proposta.

Bowie ofereceu a ele uma segunda chance. O inglês vinha fazendo discos dramáticos e brilhantes com seu guitarrista, Mick Ronson. Ambos trabalharam para extrair do poeta e músico de estilo, em geral, seco uma mistura divertida de decadência afetada e músicas inesquecíveis: o hit internacional “Walk On The Wild Side”, “Satellite Of Love” e “Perfect Day”. Os arranjos vocais são lindos, assim como as guitarras ardentes; a presença de um baixo no apoio e do saxofone confere ao álbum um ambiente de cabaré. A ambiguidade sexual da frente e do verso da capa atraía o público adolescente, ainda descobrindo as coisas da vida. O disco também fazia os roqueiros esquentarem a pista. E, por trás de tudo, o fantasma de um musical que Andy Warhol nunca chegou a fazer, encenado por travestis e viciados em anfetaminas, e repleto de festas artísticas e sofisticação urbana.

Transformer é o disco mais comercial de Lou Reed e está presente nas paradas britânicas há mais de três décadas. É também uma exceção, por sua superficialidade, numa carreira ousada que atingiu maiores profundidades.

Walk On The Wild Side: YouTube Preview Image

Satellite Of Love: YouTube Preview Image

Perfect Day: YouTube Preview Image

Vicious: YouTube Preview Image

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