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“The Wildest!” de Louis Prima (1956)

Cantor e trompetista popular nos clubes nas décadas de 30 e 40, inicialmente em sua terra natal, Nova Orleans, depois em Nova York, Louis Prima se viu sem trabalho em 1954. Acompanhado de sua nova mulher e companheira de palco, Keely Smith – ele, um desgastado homem de 43 anos; ela, em seus inocentes 22 -, ele conseguiu de favor umas apresentações no lounge do Sahara, em Las Vegas, e contratou o jovem saxofonista de Nova Orleans, Sam Butter, para liderar a banda. O sucesso foi imediato; essa brilhante meia hora, gravada ao vivo no estúdio em abril de 1956, foi a cereja no bolo.

Os apaixonados pelo jazz muitas vezes consideram Prima apenas uma imitação italianizada de Louis Armstrong, talvez pelos três sucessos de Stchmo aqui incluídos: “You Rascal You” e um medley unindo a contida “Basin Street Blues” e a anti-soporífera “When It’s Sleepy Time Down South”. Mas esta não é a questão: a música de Prima é simplesmente irreprimível e combina totalmente com sua alegria gloriosa na foto de capa. Ele está radiante, cheio de gás e irresistível, sacudindo a banda em “Oh Marie”, com Smith num delicioso e bem amarrado contraponto. Butera e seus colegas, enquanto isso, envolvem os dois em um dos mais fervilhantes jum-fives já gravados. Esse som é constantemente imitado, como na versão de Brian Setzer de “Jump, Jive, An’ Wail” para um comercial da GAP. Butera, que teve seus arranjos originais apropriados pelo anúncio, se queixou de ter ganho três pares de calças em troca do privilégio.

Prima morreu em 1978, mas o seu legado continua vivo através de sua filha Lena – que se apresentou no Sahara – e da dublagem “jive” do orangotango Rei Louie, do desenho Mogli, O Menino Lobo, seu último trabalho. Na verdade, Prima era o rei dos swingers.

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