Em 1967, o Love era a banda mais festejada de Los Angeles, depois dos Byrds. A fase de hits dos Byrds, porém, estava chegando ao fim, mas o Love não estava suficientemente preparado para tomar seu lugar: era um grupo etnicamente misturado, com dois líderes negros que faziam uma música de pouco apelo para o público negro; as canções se alongavam por lados inteiros dos LPs; e a dependência de drogas da banda tinha aumentado vertiginosamente. No verão de 1967, o The Doors e Jimi Hendrix monopolizavam todas as glórias. Então, o Love voltou ao básico, planejando um álbum com o foco nas músicas.
Quando Bruce Botnick chegou para produzir o disco, encontrou a banda em um estado tão lastimável que, imediatamente, contratou músicos de estúdio. Duas faixas, “The Daily Planet” e “Andmoreagain”, foram gravadas num único dia, e a banda ganhou uma folga para trabalhar em conjunto novamente e ensaiar um punhado de músicas. Dali por diante, cada dia no estúdio significava se dedicar a algumas canções e, depois, o grupo poderia sumir dali para aprender as próximas.
A gravação do disco levou quatro meses, mas os resultados foram inéditos. Acid rock não era para ser tocado com violão e orquestra sinfônica – ou era? Muito inovador para o gosto da Costa Oeste, o LP não conseguiu sequer alcançar o desempenho modesto dos dois discos anteriores da banda nas paradas dos Estados Unidos; na Inglaterra, porém, o álbum lembrava o jeito brincalhão e interiorano dos Beatles, Small Faces e Donovan (embora um ouvido mais atento pudesse identificar o turbilhão dentro da banda e da própria Los Angeles no Verão do Amor), e entrou para os Top 30. A essa altura, no entanto, a banda estava desmoronando e nunca recuperou sua força.
Maybe The People Would Be The Times Or Between Clark And Hilldale: 












