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“Forever Changes” do Love (1967)

Em 1967, o Love era a banda mais festejada de Los Angeles, depois dos Byrds. A fase de hits dos Byrds, porém, estava chegando ao fim, mas o Love não estava suficientemente preparado para tomar seu lugar: era um grupo etnicamente misturado, com dois líderes negros que faziam uma música de pouco apelo para o público negro; as canções se alongavam por lados inteiros dos LPs; e a dependência de drogas da banda tinha aumentado vertiginosamente. No verão de 1967, o The Doors e Jimi Hendrix monopolizavam todas as glórias. Então, o Love voltou ao básico, planejando um álbum com o foco nas músicas.

Quando Bruce Botnick chegou para produzir o disco, encontrou a banda em um estado tão lastimável que, imediatamente, contratou músicos de estúdio. Duas faixas, “The Daily Planet” e “Andmoreagain”, foram gravadas num único dia, e a banda ganhou uma folga para trabalhar em conjunto novamente e ensaiar um punhado de músicas. Dali por diante, cada dia no estúdio significava se dedicar a algumas canções e, depois, o grupo poderia sumir dali para aprender as próximas.

A gravação do disco levou quatro meses, mas os resultados foram inéditos. Acid rock não era para ser tocado com violão e orquestra sinfônica – ou era? Muito inovador para o gosto da Costa Oeste, o LP não conseguiu sequer alcançar o desempenho modesto dos dois discos anteriores da banda nas paradas dos Estados Unidos; na Inglaterra, porém, o álbum lembrava o jeito brincalhão e interiorano dos Beatles, Small Faces e Donovan (embora um ouvido mais atento pudesse identificar o turbilhão dentro da banda e da própria Los Angeles no Verão do Amor), e entrou para os Top 30. A essa altura, no entanto, a banda estava desmoronando e nunca recuperou sua força.

The Dailly Planet: YouTube Preview Image

Andmoreagain: YouTube Preview Image

Alone Again Or: YouTube Preview Image

Maybe The People Would Be The Times Or Between Clark And Hilldale: YouTube Preview Image

You Set The Scene: YouTube Preview Image

“Da Capo” do Love (1967)

Quando o fundador da Elektra, Jac Holzman, foi assistir ao Love em Los Angeles, chegou cedo o suficiente para ver o grupo de abertura, The Doors. Esse fato, sozinho, provavelmente selou o destino do Love como banda cult – em vez de mainstream -, embora, 40 anos depois, o líder Arthur Lee seja mais popular e faça mais shows do que o Love original.

Da Capo foi o segundo álbum do grupo, e a opção de incluir uma única faixa no lado B era considerada ousada para a época. “Revelation”, que, ao que parece, antes de chamava “John Lee Hooker”, dura um pouco mais do que todas as outras canções do disco juntas e, francamente, só vale a pena ser ouvida uma vez.

No entanto, as primeiras seis faixas são mais do que uma compensação, formando uma suíte perfeira. Destaque para a divertida “Stephanie Knows Who”, com suas constantes mudanças de tempo, “Orange Skies”, de Bryan Maclean (que foi roadie dos Byrds), e a esmagadora “Seven And Seven Is”. Foram necessários mais de 50 takes para gravar esta última, com Lee e “Snoopy” Pfisterer se revezando na bateria, porque a música consumia energia demais. Foi o primeiro single de sucesso do Love nos Estados Unidos. Em seguida, vem a doce introdução ao violão de “The Castle”.

O contraste entre a beleza sutil do primeiro lado e os excessos de “Revelation”fazem deste disco um dos mais esquizofrênicos do mercado.

Revelation: YouTube Preview Image

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Stephanie Knows Who: YouTube Preview Image

Orange Skies: YouTube Preview Image

Seven And Seven Is: YouTube Preview Image

The Castle: YouTube Preview Image

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