Este é o álbum comemorativo dos 35 anos de carreira, 35 álbuns e 50 anos de idade da cantora.
Âmbar é uma obra de referência, que inclui músicas já consagradas ao lado de músicas assinadas por compositores mais jovens como Adriana Calcanhoto e Carlinhos Brown. É um álbum acústico com a notável pontuação e o registro claro do violão de Jaime Além.
O tom que paira em todo o álbum é romântico, sem nunca descambar para o sentimentalismo barato. Os arranjos orquestrais são excelentes e a percussão contribui para a confirmação de que este é um álbum “no ponto”, confeccionado com os ingredientes certos e na quantidade certa – e com uma pitada bem generosa de essência baiana. Os ritmos marcados por Paulinho da Costa brilham em “Invocação” e, em “Quando Penso Na Bahia”, a linha gafieira do trombone é simplesmente maravilhosa.
Como se já não bastasse todo o prazer e a profundidade oferecidos pela voz madura e doce, impressionante e potente de Maria Bethânia (que tem, inegavelmente, marcado várias gerações de músicos e amantes da música no Brasil e no mundo), na lista de convidados figuram nomes como Zap Mama, Sabine Kabongo, Angeline Wilkie e Chico Buarque, que faz uma participação especial.
O tempo passa por essa cantora como por qualquer outra pedra preciosa.



