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Marilyn Manson grava música com Johnny Depp

O ator Johnny Depp se uniu ao músico Marilyn Manson parar gravar uma versão da música “You’re So Vain”, de Carly Simon. O cover será faixa-bônus do novo álbum de Marilyn Manson, Born Villain, cujo lançamento será no próximo dia 1° de maio.

Além de gravar a música, a dupla planeja ainda lançar um vídeo da versão, como contou Manson à MTV americana:

“Ele tocou bateria e guitarra solo, eu toquei guitarra e cantei.” E completou: “É uma faixa-bônus do meu novo álbum e o clipe provavelmente será nós dois olhando um para o outro em um espelho.”

A amizade entre o ator e o músico vem desde os anos 80, quando Marilyn Manson fez uma participação em 21 Jump Street, série que contava com Johnny Depp no elenco.

Fonte: Billboard Brasil.

 

“Antichrist Superstar” de Marilyn Manson (1996)

“Sou um anti-heroi” – declarou Marilyn Manson em 1995. “Vou deixar isso mais claro no próximo álbum”. A essas alturas, só os fanáticos por Nine Inch Nails comprariam seus discos. Contudo, depois de dois anos trabalhando ao lado de Trent Reznor, Marilyn Manson, que um dia tinha sido seu protegido, já podia disputar o trono do NIN.

As imagens satânicas, as referências à numerologia e as imagens perturbadoramente distorcidas, como se saíssem de nossos pesadelos mais loucos, trazem junto consigo uma produção suja e um conceito roubado ao filme The Wall, do Pink Floyd – a estrela-do-rock-que-cresceu-demais-para-suportar-o-próprio-peso. Apesar de ainda não ter o poderio melódico e a sofisticação conceitual dos trabalhos posteriores do artista, Antichrist Superstar é uma fatia sangrenta de rock no estado mais cru.

A imediatice punk de “1996″ e de “Irresponsible Hate Anthem” é contrabalançada pela fantasmagórica “Cryptorchid” e pela faixa-título, enquanto a bateria tribal de “The Beautiful People” lembra a adoração do NIN pela afetação de Adam Ant.

O conceito geral do álbum foi o de reinterpretar o mito bíblico do anjo decaído (de onde a música “Little Horn”, o Anticristo mencionado no Livro de Daniel), mas tinha sido pensado para fazer com que Manson passasse de figura cult a ícone do rock. “Charles Manson serviu de bode-expiatório para uma geração inteira e agora vejo esse mesmo olhar centrado em mim”, declarou à Penthouse. Na faixa final ele chegava a dizer “God will grovel before me” (“Deus irá rastejar à minha frente”). Mas também havia humildade e humor. Sua biografia detalha o niilismo patético da criação deste disco: daí a mensagem (ao contrário) em “Tourniquet”: “Este é o ponto mais baixo da minha vulnerabilidade”. Preparando-se para a turnê, anunciou: “Vamos mostrar ao mundo os caminhos de Lúcifer. Se o mundo não tiver acabado até o final do ano que vem, continuaremos tentando acabar com ele até o final dos tempos”.

1996: YouTube Preview Image

Irresponsible Hate Anthem: YouTube Preview Image

Cryptorchid: YouTube Preview Image

Antichrist Superstar: YouTube Preview Image

The Beautiful People: YouTube Preview Image

Little Horn: YouTube Preview Image

Tourniquet: YouTube Preview Image

O Rock Está Morto

Todos os simples macacos com bebês alienígenas, anfetaminas para meninos, crucifixos para senhoras, exemplares e sem alma no mundo inteiro e realmente em rede. Você vende tudo que é vivo para uma morte mais segura.
Qualquer coisa para pertencer.
O Rock está mais morto do que morto. Choque é tudo em sua cabeça. Sexo e Droga são tudo o que nos alimenta. Então foda-se seus protestos e coloquem-nos na cama.
Deus está na TV!
Mil mães estão rezando para isto. Estamos tão cheios de esperança e tão cheios de merda. Construam um Deus novo para medicar e para odiar. Venda-nos o que vir depois vestidos a rigor e realmente falsos.
Qualquer coisa para pertencer.
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