Massive Attack – “ataque maciço”? Na época o grupo estava mais para “sob ataque”. O membro fundador, Shara Nelson – que deu voz à eterna “Unfinished Sympathy” -, deixou o grupo. Depois confundiram os fãs mudando o nome para Massive, a fim de evitar polêmicas durante a primeira guerra do Iraque. Para completar, a turnê nos Estados Unidos foi desastrosa.
Os músicos da formação original voltaram à carga com Protection, que foi recebido com reações ambíguas. Por um lado demonstrava que a banda podia produzir um bom álbum e novos hits sem Nelson. Por outro, tomaram um novo caminho musical que não foi bem recebido por alguns críticos. A produção continuava tão elaborada e interessante quanto em Blue Lines, mas era em grande parte um instrumental.
Nas faixas cantadas, temos a colaboração de Tracey Horn, do Everything But The Girl. A faixa-título possui uma voz dilacerante e camadas densas de ritmos eletrônicos, enquanto “Better Things” é pesarosa e etérea. Tricky, membro da formação original que também abandonou o grupo para seguir uma carreira solo durante a gravação deste álbum, contribui com belos vocais em “Karmacoma” e “Eurochild”.
Protection ajudou a cimentar o status do Massive Attack como grupo mais proeminente do novo som de Bristol. Abriram o caminho para grupos como Portishead, Sneaker Pimps e Beth Orton. O disco foi um dos primeiros indicadores de que o estilo que hoje conhecemos como trip-hop não era uma tendência passageira, mas um gênero emergente e prolífico (de onde sairia o formidável álbum seguinte, Mezzanine). A influência exercida pelo álbum estendeu-se pelo mundo inteiro, onde quer que haja um beat suavizado.











