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“Rust In Peace” do Megadeth (1990)

O início da carreira do Megadeth caracterizou-se por mudanças na formação da banda e completa imprevisibilidade. Depois de ter sido expulso do Metallica por uso de drogas, o guitarrista e cantor Dave Mustaine estreou a sua nova formação de thrash em 1985 com Killing Is My Business… And Business Is Good!. Em seguida veio o clássico underground Peace Sells… But Who’s Buying?, seguido pelo desolador So Far So Good… So What!. Enquanto isso, o Metallica havia se tornado o maior nome do metal, chegando mesmo a ganhar um Grammy.

O quarto álbum do Megadeth trazia a terceira formação do grupo, com Mustaine e o baixista e membro fundador Dave Ellefson reunidos com o guitarrista Marty Friedman e o baterista Nick Menza. O quarteto rejuvenescido tocava agora com maior rapidez e precisão do que nunca.

A maior novidade, contudo, foi a melhoria nas composições de seu líder. As nove músicas deste disco são originais dinâmicos, com riffs sofisticados, ganchos irresistíveis e letras que evitam tanto o satanismo do death/black metal quanto a vulgaridade do rock machista.

A faixa-título protesta contra as armas nucleares e “Holy Wars… The Punishment Due” faz um comentário sarcástico sobre a intolerância religiosa. “Hangar 18″ foi inspirada pelo suposto acobertamento do caso Roswell.

O álbum alcançou o vigésimo terceiro lugar na parada da Billboard e é considerado um dos melhores discos da era do Speed metal. Depois do triunfo do grunge, o Megadeth e o Metallica adotaram um estilo mais tradicional de rock pesado em andamento mais moderado.

Rust In Peace: YouTube Preview Image

Holy Wars… The Punishment Due: YouTube Preview Image

Hangar 18: YouTube Preview Image

“Peace Sells… But Who’s Buying?” do Megadeth (1986)

Em 1986 o vocalista e guitarrista do Megadeth estava a toda. Impulsionado pela raiva interior e a insegurança provocadas por sua expulsão sumária do Metallica três anos antes, lutando contra a dependência de heroína e o alcoolismo e incentivado pelos elogios da crítica ao seu primeiro disco, Killing Is My Business… And Business Is Good, de 1985, Mustaine tinha o mundo a seus pés. Não desiludiu ninguém com o furioso Peace Sells… But Who’s Buying?, uma continuação lógica dos riffs acelerados, domínio técnico da guitarra e comentários políticos que tinham tornado seu trabalho de estreia tão promissor.

Ainda que Mustaine não fosse exatamente um cantor e que suas letras fossem um pouco primárias nessa fase, as músicas são inesquecíveis. “This is the greatest fuckin’ day of my life!” (“Este é o melhor dia da minha vida”), gritou no festival Monsters Of Rock, que ocorreu na Inglaterra em 1988, ao ouvir a multidão acompanhar o refrão “If There’s a new way / I’ll be the first in line” (“Se houver um novo caminho / quero ser o primeiro da fila”) da música que dá título ao disco e que apresenta uma das introduções de baixo – cortesia de David “Dave Jr.” Elefson – mais conhecidas do metal. “Devil’s Island”, “Wake Up Dead” e uma versão peculiar da música “I Ain’t Supertitious”, de Willie Dixon, são igualmente notáveis. Apesar de o quarto álbum do Megadeth, Rust In Peace, de 1990, impressionar mais pelos arranjos musicais e trabalho de produção, foi Peace Sells… But Who’s Buying? que trouxe à banda um verdadeiro reconhecimento por parte da crítica e do público. Não deixe de escutar este disco e de ouvir Mustaine em seu momento mais exuberantemente diabólico.

Peace Sells… But Who’s Buying?: YouTube Preview Image

Devil’s Island: YouTube Preview Image

Wake Up Dead: YouTube Preview Image

I Ain’t Supertitious: YouTube Preview Image

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