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Por Erasmo Junior, em 26-12-2011 - 12h13
Em novembro de 1999, Berlim celebrou o décimo aniversário da queda do Muro, e o Metallica lançou uma ode orquestral à alegria. O seu nono álbum capta a banda tocando ao vivo com a orquestra sinfônica de São Francisco.
A fusão entre o rock e a música clássica é antiga, voltando no tempo a horrores domo Concerto For Group And Orchestra, de uma das bandas favoritas de Lars Ulrich, o Deep Purple. O Metallica já tinha provado que conseguia fazer a fusão com elegância: no álbum de 1991, tanto “Nothing Else Matters” quanto “The Unforgiven” possuíam acompanhamento orquestral dirigido pelo maestro Michael Kamen, que havia trabalhado com Eric Clapton e o Pink Floyd. Após anos de esforços, Kamen convenceu os metaleiros a fazerem uma parceria com ele. “Ele queria ser um pouco mais ousado” – declarou James Hetfield. “Por isso nos escolheu. Podia ter escolhido uma banda mais radical – como os Graveworm -, mas acho que fomos uma boa escolha. Respondemos: por que não?”.
Essa abordagem positiva funcionou bem em Symphony & Metallica. Podemos encontrar clássicos como a exuberante “The Call Of Ktulu” ou a popular “Enter Sandman”, além de músicas de Load e Reload.
Como ilustra o DVD lançado simultaneamente, todos ficaram felizes com a colaboração – os músicos orquestrais adicionaram contrapontos góticos e cinematográficos à música elétrica, em todos os sentidos, da banda. A grandiosa parceria alcança o seu ponto alto em “Fuel”, “No Leaf Clover” (uma das duas únicas canções inéditas, a outra sendo “Human”) e no épico “One” – a reação do público foi de puro êxtase. Clássico, de fato!
The Call Of Ktulu: 
Enter Sandman: 
Fuel: 
No Leaf Clover: 
One: 
Por Erasmo Junior, em 22-08-2011 - 14h19
Lou Reed e Metallica divulgaram detalhes sobre o disco que lançarão em conjunto nos próximos meses. Lulu será o nome do álbum que será lançado no dia 31 de Outubro em todo o mundo e 01 de Novembro na América do Norte e mais informações a respeito do trabalho estão disponíveis no site oficial da “dupla”, que você pode acessar aqui. Lá é possível, por exemplo, descobrir que o nome do disco foi inspirado nas peças Earth Spirit e Pandora’s Box, do escritor Frank Wededkind, além de encontrar fotos de ensaios, novidades e muito mais.
Por Erasmo Junior, em 20-06-2011 - 1h38
Nem só Garth Brooks e Eagles estão entre os mais vendidos de todos os tempos. Há também Led Zeppelin, AC/DC e Guns N’ Roses. Quem tem o maior peso nessa parada, contudo, é o Metallica.
O grupo da cena musical de Los Angeles/São Francisco tornou-se conhecido fora da confraria do metal quando …And Justice For All ficou entre os 10 primeiros na parada da Billboard, um feito notável numa época em que o sistema SoundScan ainda não tinha levado Pantera e Skid Row ao todo das paradas.
Mas …And Justice For All era um animal grandioso e suas músicas eram tão complexas que o grupo tinha dificuldades para tocá-las ao vivo. Assim, para Metallica – também conhecido como The Black Album, “o álbum preto” -, eles contrataram o produtor de hits Bob Rock, conhecido por uma linha de trabalho simplificada, já que a banda tinha ficado impressionada com o trabalho dele para o Mötley Crüe.
O resultado – há anos-luz de distância do som do Mötley Crüe – foram as músicas mais concisas da banda, com riffs brutais e uma bateria que marcava padrões agressivos, com estruturas mais simples e manos indulgência do guitarrista Kirk Hammet.
Até mesmo as músicas mais épicas – “Wherever I May Roam” e “Nothing Else Matters” – mantêm o interesse, graças às cítaras e aos intrumentos de corda, com arranjos do colaborador do Pink Floyd, Michael Kamen.
Hammett, o baterista Lars Ulrich e o baixista Jason Newsted dão contribuições fundamentais, mas a estrela é James Hetfield. A sua voz (aterradora, mas bem colocada), a sua guitarra demolidora (em “Sad But True”, por exemplo) e as letras eloquentes formam um coquetel letal que converteu músicas como “Enter Sandman” em clássicos imediatos.
Wherever I May Roam: 
Nothing Else Matters: 
Sad But True: 
Enter Sandman: 
Por Erasmo Junior, em 30-03-2011 - 12h07
A história não foi gentil com o quarto álbum do Metallica. Os aficionados do thrash metal criticam o seu som gritantemente superproduzido e os arranjos demasiado complexos. Conta a lenda que este também foi o disco no qual os dois principais compositores da banda, James Hetfield e Lars Ulrich, entraram num vórtice de paranoia (o novo baixista James Newsted foi quase totalmente removido na mixagem, pois os dois não confiavam em sua competência) e ambição (a complexidade dos riffs em muitas faixas quase atingiu os excessos do rock progressivo).
Mas, se você conseguir passar por cima do som sem peso e do exagero experimental, …And Justice For All mostra ter dimensões épicas, podendo mesmo ser considerado um disco conceitual com muitas camadas de invenção a explorar. Está entre os melhores da banda: a melódica e agressiva beleza de Master Of Puppets de 1986 e o devastador e incendiário Metallica, um disco não-thrash de 1991. Se você quer agressividade, é só ouvir a pauleira final de “One” ou a guitarra incrível e sempre surpreendente de Kirk Hammett na música de abertura, “Blackened”, além da faixa-título, uma prova da competência dos músicos. Além disso, o alcance do riff de Hetfield em “Eye Of The Beholder”, tal como a furiosa “Dyers Eve”, não deve ser subestimado. Muitos fãs do Metallica veem este LP como o ponto em que abandonaram o thrash (“Dyers Eve” é a música que mais se aproxima do som anterior da banda) e começaram a se empenhar em alcançar a aceitação do grande público. Se for esse o caso, é um glorioso adeus aos sons extremos de Kill ‘Em All e Ride The Lightning – um adeus que deve ser aproveitado ao máximo.
One: 
Blackened: 
…And Justice For All: 
Eye Of The Beholder: 
Dyers Eve: 
Por Erasmo Junior, em 01-02-2011 - 20h26
Disputando com Reign In Blood, do Slayer, a posição de o melhor álbum de thrash metal de todos os tempos, o terceiro disco do Metallica, Master Of Puppets, é uma obra-prima em todos os níveis. Ofereceu aos headbangers francamente surpresos da época uma combinação medida com precisão e perfeitamente calibrada de agressividade, velocidade, beleza melódica e complexidade musical. A sua produção calorosa, quase delicada, e o equilíbrio perfeito entre raiva e profundidade tiveram um impacto colossal. Embora o Metallica tenha lançado outros discos que venderam mais que este, nenhum foi tão bom quanto Master Of Puppets.
Os pontos fortes do álbum estão presentes logo na primeira faixa, “Battery”, que passa de uma introdução de violão para uma muralha maciça de som antes de sossegar num riff contorcido, talvez engenhoso demais, trilhando as fronteiras entre o thrash e o heavy. A faixa-título segue um caminho semelhante – o solo suave na parte central é de uma beleza extraordinária -, mas “Disposable Heroes”, junto com a última música, a frenética e intencionalmente maligna “Damage, Inc.”, faz lembrar que o Metallica era, afinal, uma banda de thrash metal de enorme força. Duas músicas ficam entre a balada e o heavy: “The Thing That Should Not Be” (a música com amior quantidade de riffs que a banda gravou até “Sad But Tru”, de 1991) e o hino à psicose, “Welcome Home ( Sanitarium)”. Ambas mostram o lado mais sombrio e sutil da banda, enquanto “Leper Messiah” é um ataque violento ao evangelismo de TV.
“Orion”, uma instrumental épica, mostra o talento do baixista Cliff Burton no seu auge – a sua morte prematura, pouco depois do lançamento do disco, faz dessa música uma bela despedida.
Battery: 
Master Of Puppets: 
Disposable Heroes: 
Damage, Inc.: 
The Thing That Should Not Be: 
Welcome Home (Sanitarium): 
Lepper Messiah: 
Orion: 
Por Erasmo Junior, em 10-11-2010 - 12h33
 Metallica disse para os brasileiros marcarem na agenda o show que realizarão no Rock in Rio 2011
O Metallica, que foi anunciado na última terça, 9, como atração no Rock in Rio 2011, comentou a respeito da escalação e mandou um recado para o brasileiros por meio de um comunicado publicado no site oficial da banda. Na mensagem cheia de exclamações e intitulada “Shows in 2011?!?!?!”, o grupo se mostra chocado de já estar fazendo planos para setembro do ano que vem e ainda aproveita para dar o serviço de venda de ingressos. Veja abaixo na íntegra:
“Nós sabemos que é loucura anunciar um show com quase um ano de antecedência… Certamente algo que nunca fizemos antes! Mas, quando a gente foi convidado para ser headliner no Rock in Rio original, o que acontece realmente no Rio de Janeiro (!!), simplesmente não pudemos dizer ‘não’. Depois de tocar em outros festivais Rock in Rio, em Lisboa e Madri, no passado, pareceu que seria uma pausa divertida no que quer que (??!!) estejamos fazendo daqui a um ano. Então, esperamos que arranjem um calendário de 2011 e marquem o dia 25 de setembro de 2011 para um encontro com o ‘Tallica no Rio de Janeiro, Brasil. Os ingressos estarão à venda em 19 de novembro no site oficial do Rock in Rio. Outros pontos de venda estarão disponíveis somente a partir de 1º de julho de 2011.”
De acordo com o site oficial do evento, as entradas irão custar R$190 (meia entrada R$95) e não haverá pista VIP/premium. Mais informações a respeito da venda de ingressos serão divulgadas em breve.
A próxima edição do Rock in Rio acontece entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro de 2011 e mais duas atrações, além do Metallica, já estão confirmadas: Sepultura e Angra.
Fonte: Rolling Stone
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