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Mansão de Michael Jackson vai á venda por US$ 23,9 milhões

A casa em que Michael Jackson vivia – e que está vazia desde a sua morte – foi colocada à venda por US$ 23,9 milhões, de acordo com o site TMZ.

Localizada em Los Angeles, a propriedade do cantor entrou no mercado na segunda-feira (19) e está aos cuidados do corretor Mauricio Umansky, da imobiliária The Agency em Beverly Hills.

Segundo o site, Umansky levará para conhecer a casa apenas pessoas que tenham condições para pagar por ela. Uma “grande celebridade” já teria uma visita agendada para quinta-feira (22).

A casa de Jackson tem quase 1.600 metros quadrados e conta com 13 banheiros, uma piscina, um elevador e uma casa de hóspedes.

Fonte: Uol.

“Bad” de Michael Jackson (1987)

A continuação de qualquer álbum de sucesso não é tarefa fácil. Mas nenhum músico teve de enfrentar expectativas tão altas quanto Michael Jackson, quando voltou aos estúdios após ter lançado o disco mais vendido de todos os tempos – Thriller.

É um ponto a favor de Jackson e do produtor Quincy Jones o fato de que este disco seja completamente diferente do anterior. Bad foi um trabalho mais complexo, mais ousado e mais “malvado” que Thriller em todos os aspectos. Além disso, o garoto sorridente que encantou o mundo com os Jackson Five e nos fez dançar em Off The Wall, de 1979, ainda podia ser encontrado em Thriller, mas, quando Bad chegou às lojas, o título de “Rei do Pop” já tinha esmagado completamente esse lado. Jackson começava a ser visto como uma celebridade extravagante.

O disco começa com duas boas músicas para as pistas de dança que estão entre as melhores de Jackson: a máscula “Bad”, que dá título ao disco, e a alegre e sensual “The Way You Make Me Feel”. “Dirty Diana” parece obscena, ainda que forçada, e soa como um recado para seu rival, Prince. A perturbadora “Smooth Criminal” é uma raridade genial que Jackson interpreta com energia descomunal. Mas ele poucas vezes soou tão sincero quanto na balada “I Just Can’t Stop Loving You”. Na música que encerra o álbum, “Leave Me Alone”, mostra o início da paranoia por trás da fachada dessa megaestrela, assim como um pedido que o mundo iria voltar a ouvir várias vezes.

O álbum vendeu menos do que Thriller, mas ainda assim foram 4 milhões de cópias antes que o ano terminasse – bom para quem é Bad.

Bad: YouTube Preview Image

The Way You Make Me Feel: YouTube Preview Image

Dirty Diana: YouTube Preview Image

Smooth Criminal: YouTube Preview Image

I Just Can’t Stop Loving You: YouTube Preview Image

Leave Me Alone: YouTube Preview Image

“Thriller” de Michael Jackson (1982)

Thriller está cercado de estatísticas impressionantes: o disco mais vendido da história já ultrapassou 104 milhões de cópias comercializadas – 40 milhões das quais em seu lançamento. vendia um milhão de cópias por mês durante a primeira metade de 1983. De suas nove músicas, sete fizeram sucesso.

Em termos gerais não é tão bem resolvido quanto Off The Wall, mas algumas de suas meticulosas fusões entre pop, rock e R&B conseguiram superar as fórmulas do disco anterior. Ignorem a faixa-título, ridiculamente camp, que tira a vida do disco no final do lado A, e concentre-se nas inegáveis obras-primas. O funk da abertura – “Wanna Be Startin’ Somethin’” – exerce a mesma função que “Don’t Stop Till You Get Enough”, de Off The Wall: uma base mínima de riffs para apoiar os gritos hipercinéticos de Jackson. Também se “inspira” fortemente em “Soul Makossa” de Manu Dibango (os advogados de Jackson chegaram a um acordo generoso fora dos tribunais). É impossível não se deixar levar por “Beat It”, um funk-rock superproduzido (o solo de guitarra de Eddie Van Halen foi montado a partir de 50 gravações diferentes), enquanto “Human Nature”é uma balada digital tão bela que viria a ser reinterpretada por Miles Davis.

Mas a estrela é “Billie Jean”, na qual uma linha de baixo sintetizado gruda em sua pele enquanto a letra dúbia pede que você fique ao lado da milionária megaestrela paranoica diante das afirmações de uma mãe solteira sem dinheiro. Tal como nas demais músicas de Thriller, é um pop refinado ao limite, durante meses, por magos do estúdio usando os melhores músicos e a melhor tecnologia – não há uma única nota fora do lugar.

A vida bizarra e peculiar de Jackson não deveria fazer com que o brilhantismo deste disco fosse esquecido.

Thriller: YouTube Preview Image

Wanna Be Startin’ Somethin’: YouTube Preview Image

Beat It: YouTube Preview Image

Human Nature: YouTube Preview Image

Bilie Jean: YouTube Preview Image

P.Y.T. (Pretty Young Thing): YouTube Preview Image

“Off The Wall” de Michael Jackson (1979)

Ao contrário de Stevie Wonder, que passou de menino-prodígio a estrela adulta sem contratempos, Michael Jackson teve uma adolescência musical difícil. Em 1979, ele estava há sete longos anos sem emplacar um sucesso solo e, aos 19 anos, sentia-se desesperado para encontrar um novo mentor musical.

Enquanto ensaiava, em 1977, para o musical The Wiz, com o elenco todo negro, Jackson, timidamente, perguntou ao mestre do jazz e do funk Quincy Jones se podia recomendar um produtor para ele. Jones se candidatou, montou uma banda de estúdio a partir de dois grupos com os quais trabalhava – os Brothers Johnson e o Rufus – e arregimentou músicos como o tecladista de Stevie Wonder, Greg Philanganes. Juntos, eles criaram uma intrincada fusão de afiadas batidas disco, o estado da arte do funk, baladas arrasadoras e refrões descomplicados de pop, que reinventou o vocabulário sonoro do R&B.

O álbum traz um elenco de renomados compositores – Paul McCartney, Stevie Wonder, Carole Bayer Sager, parceira de Burt Bacharach, e o guru britânico do soul Rod Temperton -, mas a obra central do disco é a faixa de abertura, a frenética e nervosa “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, de Michael Jackson. Os vivos gritos em falsete de Jackson funcionam como um obbligato para a linha melódica, acentuando o emocionante arranjo de cordas de Ben Wright e o traçado preciso do trompete de Jerry Hey. Outras faixas repetem esse tom triunfal, e mesmo pieguices como “She’s Out Of My Life” soam tão simples e sem afetação que dá vontade de chorar junto com Michael no final da música.

O disco vendeu 12 milhões de cópias e a produção de Quincy Jones estabeleceu um precedente para os artistas em busca de como sair do gueto das bandas adolescentes. Mas nenhum pôde se comparar à genialidade absoluta de Off The Wall, o álbum que funcionou como uma pedra de Rosetta para tudo que se fez depois de R&B.

Don’t Stop ‘Til You Get Enough: YouTube Preview Image

She’s Out Of My Life: YouTube Preview Image

Rock With You: YouTube Preview Image

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