O Canecão, no Rio de Janeiro, é, nas palavras do compositor Ronaldo Bôscoli, o lugar onde “foram escritos os mais importantes capítulos da história da música popular brasileira”. O espetáculo, em cartaz durante mais de sete meses, culminou num disco histórico.
Tom Jobim fez seus primeiros arranjos musicais para a Continental. Em 1954, gravou “Teresa Da Praia”e iniciou um caminho de sucesso como pianista, compositor e cantor. Em 1956, musicou a peça Orfeu Da Conceição, com Vinicius de Moraes. O resultado foi uma longa e frutífera parceria.
Vinicius de Moraes foi um dos grandes poetas da música popular brasileira (MPB). Com Jobim, determinou parte da história da MPB. A eles se juntou o violonista João Gilberto e o trio deu início ao que viria a ser chamado de bossa nova, ouvida pela primeira vez em Canção Do Amor Demais, de 1958, no samba “Chega De Saudade”.
Toquinho, em 1969, juntou-se a Chico Buarque na Itália e gravou um disco com músicas de Vinicius de Moraes, cantadas em italiano. Daí surgiu a parceria com o poeta, que resultaria em 120 canções e mais de 25 discos.
Miúcha, em Paris, começou a cantar ao lado de Violeta Parra e conheceu João Gilberto, com quem casou, em 1975. Trabalhou com Stan Getz num disco que viria a ser um dos responsáveis pela influência da bossa nova em outros gêneros. Em 1977, Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha se reuniram e multiplicaram a fórmula de genialidade da música brasileira por quatro; depois, continuaram seus caminhos, mais enriquecidos e enriquecedores.
Tarde Em Itapuã / Gente Humilde: 
Samba Pra Vinicius / Vai Levando: 
Água de Beber / Garota de Ipanema / Sei Lá (A Vida Tem Sempre Razão): 
Chega de Saudade / Se Todos Fossem Iguais A Você / Estamos Aí: 








