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“Moby Grape” do Moby Grape (1967)

A arrogância da gravadora, as intrigas do mundo do rock ‘n’ roll e pura má sorte fizeram com que a estrela do Moby Grape ascendesse e caísse em apenas um ano. Mas seu álbum de estreia arrebentou.

Skip Spence, um veterano do Jefferson Airplane (sua música “My Best Friend” está em Surrealistic Pillow), e o ex-agente do grupo, Matthew Katz, reuniram um novo time de músicos em torno dessa genial dissidência. Os quatro que encontraram (os guitarristas Jerry Miller e Peter Lewis, o baterista Don Stevenson e o baixista Bob Mosley) eram bons compositores e cantores harmoniosos, e esse pacote de dar água na boca logo fez barulho em São Francisco.

Seu homônimo disco de estreia (que custou US$ 11 mil) parecia feito para lançar o Moby Grape como o próximo queridinho da América. A faixa de abertura, “Hey Grandma”, ferve com harmonias em ebulição e guitarras estridentes. “Fall On You”, um soco no estômago de autoria de Lewis, tem um vocal insolente, fluidos solos de guitarra e bateria bem marcada. Há o doce estilo espanhol acústico de “8.05″, a efusiva “Come In The Morning” e a atordoante “Omaha”, de Spence – as canções são revigorantes, otimistas e cheias de alegria. Como o Moby Grape poderia fracassar?

Para começar, a Columbia lançou cinco faixas como singles simultaneamente – matando as chances de subirem nas paradas. Três integrantes da banda foram presos por posse de maconha e por ligações com meninas menores de idade. E Stevenson claramente mostrava o dedo médio para a câmera na foto da capa (a Columbia percebeu e o gesto obsceno foi apagado posteriormente). Mas esqueça tudo isso – é um dos melhores discos de São Francisco.

Hey Grandma: YouTube Preview Image

8.05: YouTube Preview Image

Come In The Morning: YouTube Preview Image

Omaha: YouTube Preview Image

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