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“Every Good Boy Deserves Fudge” do Mudhoney (1991)

Devido à falta de sucesso comercial em comparação com seus colegas de Seattle, os que não vêem mérito nessa banda dizem que são “os caras de Green River que não tocaram com o Pearl Jam”. Já os fãs dizem que são os pioneiros do movimento grunge. Este terceiro disco, cru e frenético, sustenta o argumento dos fãs.

O disco foi um sucesso nos circuitos musicais independentes, confirmando a condição do grupo como ídolo cult nas rádios universitárias.

Com letras excêntricas e um som furioso preenchido por guitarras e bateria pesada, o Mudhoney soava como uma banda de garagem dos anos 50 cheia de anfetamina. Músicas como “Thorn” demonstram as habilidades do baterista Dan Peters para o surf-rock e os riffs no estilo dos anos 50 do guitarrista Steve Turner, ao mesmo tempo em que antecipam o som do grunge. O principal single do disco, “Let It Slide”, tornou-se um pequeno sucesso do grunge, com letras lamuriosas e a fantástica mistura de Seattle de guitarras distorcidas, melodias cantaroláveis e tendências niilistas.

O álbum é lembrado como um longo e orgulhoso olhar de escárnio, do título irreverente ao jeito de cantar e suas letras. “Into The Drink”, uma música sobre jogar uma namorada dentro de um rio, tem seu título gritado repetidas vezes por uma galera durante seu refrão. Conseguiram achar um uso irônico até mesmo para o órgão e a gaita.

O estilo do Mudhoney nunca gerou um disco de platina, mas contribuiu para fazer deste disco um clássico e um dos melhores em seu gênero.

Thorn: YouTube Preview Image

Let It Slide: YouTube Preview Image

Into The Drink: YouTube Preview Image

“Superfuzz Bigmuff” do Mudhoney (1988)

Antes do Nirvana lançar Nevermind, o álbum grunge que transcendeu o grunge, o Superfuzz Bigmuff do Mudhoney, com suas seis músicas, era a melhor expressão estética do som de Seattle no final dos anos 80. Todo o clima de Seattle está lá: uma formação que inclui membros dos precursores locais The Melvins, Green River e The Thrown Ups; um muro de guitarras distorcidas; e uma mistura forte de estilos garage, punk, metal e psicodelismo.

Após terem vendido mais de seis mil cópias do seu primeiro single, “Touch Me I’m Sick”, os quatro membros do Mudhoney entraram no Reciprocal Studio para gravar este miniálbum sob a direção do grande produtor de grunge Jack Endino. O nome foi tirado do pedal  favorito do guitarrista e o disco tornou a banda conhecida na Europa.

Este disco reúne o sexy e o astuto, o divertido e o radical. As barulhentas “Mudride” e “In ‘N’ Out Of Grace” são dois monumentos flamejantes ao antigo som dos Stooges, com elementos de Blue Cheer e Spacemen 3 acrescentados à mistura. As baladas tempestuosas mas distantes “If I Think” e “Need” mostram o lado mais sombrio da banda, e “Chain That Door” é garage punk no estilo Billy Childish.

Embora nunca chegassem a ser rivais sérios do Soundgarden, o Mudhoney surgiu no underground com este trabalho maliciosamente travesso, criando músicas densas e dramáticas com a guitarra cáustica de Turner, a voz irdada de Mark Arm, o baixo fulminante de Matt Lukin e a bateria propulsiva de Don Peter.

Touch Me I’m Sick: YouTube Preview Image

Mudride: YouTube Preview Image

In ‘N’ Out Of Grace: YouTube Preview Image

If I Think: YouTube Preview Image

Need: YouTube Preview Image

Chain That Door: YouTube Preview Image

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