Promovido pelo falecido DJ John Peel, da rádio BBC, o Napalm Death é o nome mais importante quando se fala de música radical. O grupo inglês, oriundo de Birmingham, foi o pioneiro de uma forma ultra-agressiva de thrash conhecida como grindcore: vozes guturais, guitarras distorcidas e ritmos hiperacelerados denominados “blastbeats”.
Ainda que as letras fossem incompreensíveis, o seu marcante álbum de estreia, Scum, deixava as suas sinceras convicções políticas. A capa mostra homens de negócios grotescos junto a uma família africana, sob os quais havia um tapete de caveiras salpicado por logotipos do McDonald’s, Nestlé, British Petrol e outras corporações. A lista de músicas revela virulentas críticas de esquerda sobre o capitalismo (“Multinational Corporations”, “Instinct Of Survival”), uma preocupação ambientalista (“Point Of No Return”) e uma crítica à classe dirigente britânica (“CS aka Conservative Shithead” – literalmente, “cabeça de merda conservador”). “Siege Of Power” demonstra que eram capazes de se manter dentro da convenção verso-refrão-verso, mas a sua música mais famosa é “You Suffer”, que literalmente dura apenas um segundo.
O álbum seguinte, From Enslavement To Obliteration, entrou diretamente para o primeiro lugar na parada indie britânica e o grupo chegou a ser capa da NME. Contudo, tiveram problemas devido à alteração na formação: o baixista e vocalista original Nick Bullen e o guitarrista Justin Broadrick saíram antes de terminar a gravação de Scum. Justin foi depois aclamado por seu trabalho com o experimentalismo industrial do Godflesh. Lee Dorian parou de rosnar e foi cantar de forma inteligível no Cathedral. O baterista Mick Harris abandonou o grupo em 1992 e uniu-se novamente a Bullen para formar o Scorn.







