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“Neu! ’75″ do Neu!

Um dos arquétipos do Krautrock dos anos 70, o Neu! teve pouco sucesso comercial, o que não faz jus à sua enorme influência sobre o rock e a música eletrônica. Ex-integrantes do Kraftwerk, Michael Rother (guitarra e teclados) e Klaus Dinger (bateria) eram pólos opostos: a obsessão de Rother por bordões e mudanças graduais de timbre se chocava de forma fantástica com a bateria poderosa de Dinger. Seu álbum de estreia, Neu!, produzido por Conny Plank, foi uma referência para toda a era pós-punk, mas deixou à mostra a enorme distância entre os dois.

Para driblar o orçamento reduzido de Neu! 2 (1973), eles reciclaram duas músicas já gravadas (“Super” e “Neuschnee”) em diferentes velocidades, inventando, assim, a remixagem. Depois a dupla seguiu caminhos distintos.

Com o sucesso mundial do Kraftwerk, Rother e Dinger deixaram de lado as diferenças por tempo suficiente para fazer uma obra-prima, Neu! ’75. Utilizando uma combinação de dois sintetizadores e a participação dos bateristas Hans Lampe e Thomas Dinger (o que liberou Klaus Dinger para descarregar sua energia em todos os outros instrumentos), a dupla dividiu o álbum entre as texturas ambient de Rother (“Seeland” e “Leb’Wohl”) e o thrash pré-punk de Dinger (“Hero” e “After Eight”), juntando forças apenas na faixa de abertura, “Isi”, e na música que definiu o Neu!, “E-Musik”.

Depois de, finalmente, mesclar seus instrumentos para criar uma máquina perfeita, Rother e Dinger fizeram a única coisa lógica – se separaram para sempre.

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