Nitin nasceu e cresceu em Rochester, Kent. Filho de hindus do Punjabi, aprendeu a tocar piano, guitarra e percussão indiana. A partir daí sua vida se converteu num relato cada vez mais surrealista: formou-se em contabilidade; passou algum tempo com os jazzfunkers do James Taylor Quartet; criou um grupo com Talvin Singh chamado Tihai Trio; gravou copm Sinéad O’Connor, Sting e Paul McCartney; foi compositor residente no Theatre Royal Stratford e participou durante algum tempo, como ator e escritor, da série da BBC Goodness Gracious Me.
Os seus primeiros álbuns solo, Displacing The Priest e Migrations, haviam sido influenciados pelo flamenco, jazz, funk, drum ‘n’ bass, taals clássicos hindus, qawwali e pela poesia urdu – fundir isso tudo era, entretanto, problemático. O seu terceiro álbum para o selo londrino de música asiática, Outcaste, testemunhou a sua capacidade para destilar todos esses materiais e convertê-los em algo único. O álbum é político, tanto implícita (investiga as ligações entre a cultura indiana e a cigana, entre o hinduísmo e o islamismo) como explicitamente (faz referência à corrida nuclear entre a Índia e o Paquistão e à ascensão do fundamentalismo islâmico).
Os integrantes básicos de sua banda eram o baixista Shri, nascido em Bombain, o percussionista Marque Gilmore e o intérprete de tabla Aref Durvesh. Para fundir as vozes díspares que povoam o álbum (a vocalista clássica hindustani Devinder Singh, a cantora de samba Nina Miranda, os suspiros da vocalista bengali Jayante Bose, a diva do soul Sanchita Farruge e Spek, o cantor da rap do Dream Warriors), Sawhney trabalhou como um diretor de cinema, repartindo os papéis nesta paisagem sonora épica, bela e cinematográfica. Sem dúvida, a sua carreira merece um filme de Hollywood.





