(What’s The Story) Morning Glory? foi o epicentro do britpop, um rejuvenescimento cultural que abrangeu toda a Grã-Bretanha nos anos 90, reavivando, ainda que por breves instantes, um orgulho pela música, moda e arte do país que não se via desde os longíquos anos 60.
“Hello” é uma música tipicamente arrogante para iniciar o álbum – o refrão é uma sátira à música de Gary Glitter, “Hello! Hello! I’m Back Again”. O hino “Don’t Look Back In Anger” não levou muito tempo para converter-se na música favorita dos estádios de futebol (a letra foi inspirada em um fragmento de uma conversa de John Lennon). “Some Might Say” proporcionou à banda o seu primeiro lugar na Inglaterra, ainda que muitos achassem que o ponto alto do álbum fosse a cativante “Wonderwall”(segundo lugar na Inglaterra), com acompanhamento de violoncelos – o título da música vem de uma trilha sonora composta por George Garrison em 1969: Noel afirmou que tinha sido composta para a sua namorada, Meg Matthews. Em termos de ternura e dimensão épica, contudo, a comovente “Cast No Shadow” (que fala do vocalista do Verve, Richard Ashcroft) supera as expectativas: as cordas são cheias de sentimento e Liam interpreta intensamente as letras evocativas com uma voz que raras vezes conseguiu igualar. A faixa-título é um hino combativo com um refrão de afirmação da vida cercado por ruídos apocalípticos de helicópteros. Chegamos então à doce “Champagne Supernova”, que encerra o álbum com solos de guitarra dramáticos interpretados por Noel e Paul Weller. Noel explicou ao diretor de arte Brian Cannon que o álbum era essencialmente urbano, daí a capa do álbum – uma fotografia de Berwick Street no Soho de Londres.
No verão de 1996, (What’s The Story) Morning Glory? já tinha alcançado nove discos de platina, definindo assim uma época e um lugar de forma mais absoluta do que qualquer outro álbum inglês até então.














