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“Rip It Up” do Orange Juice (1982)

Este grupo fez parte da cena musical do início dos anos 80 que seu primeiro selo, Postcard, designou como “The Sound Of Young Scotland” (O Som da Jovem Escócia). Seu influente estilo independente era sério, tristonho, perspicaz, ingênuo e comovente. Com este segundo álbum, a banda chegou ao auge do sucesso.

Nas mãos do produtor Martin Hayles, a interpretação do Orange Juice ficou polida, colorida e até funkeada, comparada com o seu álbum de estreia. O disco começa com uma música lançada também em single e que entrou na lista de 10 Mais na Inglaterra. Ela se tornaria o cartão de visita de Edwyn Collins. Assimilando o funk branco ao mesmo tempo em que brincavam de imitar o Chic, a música consegue até mesmo prestar homenagem a “Boredom”, estreia dos Buzzcocks.

Em Rip It Up todos os membros da banda estavam envolvidos com o processo de criação. Zeke Manyika (mais tarde parte do The The) contribuiu com “A Million Pleading Faces”, enquanto o guitarrista Malcolm Ross, ex-Josef K., compôs “Turn Away”, com referências a “heaven Sent” de sua banda anterior. Mas é o talento de Collins como compositor que realmente brilha. Ele recriou duas músicas relativamente desconhecidas da época do selo Postcard: “Louise, Louise”, com tonalidades no estilo Velvet Underground, e a introspectiva “Breakfast Time” (“Queria ser jovem outra vez”, implora Collins prematuramente envelhecido aos 22 anos). Um sucesso menor, “I Can’t Help Myself”, é o resultado pop mais alegre e exuberante, enquanto a música que fecha o disco, “Tenterhook”, é uma reflexão hipnótica e dolorosa sobre o amor perdido.

A frustração de Collins com a indústria musical acabaria fazendo com que a banda terminasse, mas Rip It Up mostra o Orange Juice no seu momento mais dinâmico, vibrante e otimista.

Breakfast Time: YouTube Preview Image

I Can’t Help Myself: YouTube Preview Image

Tenterhook: YouTube Preview Image

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