Este álbum duplo ao vivo de Peter Frampton sintetiza o alegre rock escapista pós-Vietnã. Com vendas estimadas em 16 milhões de cópias, o disco só perde para o blockbuster de Bruce Springsteen, de 1985, como maior sucesso da história das gravações de shows.
Realizado entre março e novembro de 1975 – principalmente durante a primeira gigantesca apresentação de Frampton, em Winterland, São Francisco -, o álbum foi considerado por Cameron Crowe, da Rolling Stone, como “muito mais do que um presente. É um testemunho de Peter Frampton em seu habitat natural”. O disco, seguindo a fórmula estabelecida pelo Kiss em Alive!, transformou um jogador de time pequeno num craque de seleção. Antigo integrante das bandas de rock inglesas The Herd e Humble Pie, Frampton tinha gravado três discos de razoável sucesso; com Frampton Comes Alive!, ele liderou a parada da Billboard durante 10 semanas.
A coleção de 14 músicas traz uma boa mistura de seus discos e dos tempos do Humble Pie. A animada “Something’s Happenin’” e a insistente “Show Me The Way” dão vazão a seu repertório de vocais ricos, guitarras e violões jazzísticos, harmonias melodiosas e letras do tipo “ooh baby”. A banda manda ver em faixas como “I Wanna Go To The Sun”, mas foi a histeria suscitada pelo hit “Baby, I Love Your Way” e por “Do You Feel Like We Do”, cheia de efeito talkbox, que comprovou a característica alto-astral do som de Frampton. Graças a este álbum, ele foi convidado pelo então presidente Gerald Ford a visitar a Casa Branca.








