Com seus primeiros dois álbuns inovadores, o Public Enemy tinha se estabelecido como o grupo mais radical e relevante do rap. Apocalypse ’91… The Enemy Strikes Black não poderia ser tão inovador quanto os seus predecessores, mas merece tanto reconhecimento quanto eles.
Muitos selos e gravadoras tinham demonstrado um súbito interesse pelas leis de direitos autorais e isso tornaria muito caro fazer outra produção repleta de samples no estilo Bomb Squad. Como resposta, Chuck D. pediu que o Bomb Squad ficasse em segundo plano, atuando como produtores executivos, e que deixassem os seus discípulos, The Imperial Grand Ministres Of Funk, recriar o som pesado e contundente característico ds banda usando sobretudo fontes impossíveis de serem reconhecidas e gravações originais.
Ao construírem músicas como “Nighttrain” e “By The Time I Get To Arizona” em torno de um único sample muito eficaz, o Public Enemy conseguiu economizar dinheiro sem perder sua liderança. Com sons de sirenes apocalípticas e batidas agressivas, os “Prophets Of Rage” (Profetas da Raiva) continuaram fazendo aquilo que faziam melhor: educar as massas sobre a injustiça social e racial no início de uma década que Chuck D. havia chamado de “The Terrordome”.
Apocalypse ’91… The Enemy Strikes Black estreou como o quarto lugar na parada da Billboard. Mais importante ainda, conseguiu manter o nível de excelência que o Public Enemy tinha estabelecido.
















