Artistas de hip-hop muitas vezes anunciam a sua chegada como se fosse o Segundo Advento. Seguindo o protocolo, Queen Latifah não foi nada modesta ao intitular o seu trabalho de estreia de All Hail The Queen. No entanto, ele de fato representou uma virada no mundo do rap. Com este disco, Latifah não só ajudou a remover o estigma que rodeava as cantoras de rap como também preparou o terreno para o surgimento de grupos como TLC, Destiny’s Child e outras mulheres independentes que vieram depois.
Com uma atitude confiante que iria marcar toda a sua carreira, a rapper de New Jersey, cujo nome de batismo é Dana Owens, participou da produção deste álbum assegurando-se de que fosse uma introdução adequada. O single de 1988, “Wrath Of My Madness”, foi um sucesso brutal e o produto final provou estar à altura das expectativas.
O álbum inicia com a confiança transmitida pela funky “Dance For Me”, que inclui um saxofone no estilo de Maceo Parker. De La Soul se junta à festa em “Mama Gave Birth To The Soul Children” e Quasar colabora em “Come Into My House”. Em seguida, a rapper estabelece as regras do jogo em “Latifah’s Law” e regressa ao seu primeiro sucesso comercial com a irresistível “Wrath Of My Madness”.
Este álbum não conseguiu entrar para a lista dos 100 Mais da Billboard, mas, com o seu terceiro álbum, Black Reign, ela se tornaria a primeira rapper feminina a conseguir um disco de ouro. Nos anos que viriam, Latifah iria seguir uma carreira multimídia digna de Oprah, chegando ao auge com sua indicação para o Oscar pela atuação no filme Chicago, de 2002.




