O Rage Against The Machine surgiu no mundo da música mainstream como uma versão musical do The Anarchist Cookbook. Com sua mistura original de rap, metal e visão política de esquerda o Rage Against The Machine produziu um álbum de estreia tão poderoso que sacudiu adolescentes apáticos, fazendo com que percebessem algumas das injustiças do mundo capitalista.
Tommy Morello, guitarrista virtuoso e amante do heavy metal, acrescentava interlúdios ruidosos aos seus solos rápidos e riffs pesados no estilo do Black Sabbath. Em “Know Your Enemy” ele encadeia licks de guitarra grave e distorcida e aponta para o speed metal em alguns trechos. Zach De La Rocha, com uma energia inesgotável, dispara rimas raivosas sobre o rugido gravde da banda, seja no estilo rap de “Bombtrack” ou como na lição de história recitada em “Wake Up” (um hino a Martin Luther King, Malcolm X e Cassius Clay), ou ainda no groove radical de “Township Rebellion” em que relata a história da luta antiimperialista indo de South Central, em Los Angeles, à África do Sul.
A especialidade de Zach é a de liberar raiva em estado puro e os seus momentos mais impressionantes são quando a banda, com seus insaciáveis crescendos, o deixa gritando repetidamente em tom de desafio. “Bullet In The Head” é um manifesto contra as corporações de mídia que chega ao seu clímax com uma barragem da bateria em tempo dobrado de Brad Wilk, acompanhado por um lick metralhado por Morello enquanto De La Rocha repete o refrão brutal até ficar sem voz.
Anos depois, o som e a importância deste álbum do Rage Against The Machine ainda não foram igualados.







