Em meados dos anos 90, o punk tinha se tornado um bom negócio. Green Day e Offspring haviam convertido o gênero num desfile de riffs no estilo dos Ramones, combinado com o sarcasmo de Johnny Rotten. Scream, Dracula, Scream! tornou o punk (des)respeitável novamente. Com sua mistura de naipes de metal e guitarras hardcora, o álbum de estreia do Rocket From The Crypt para uma grande gravadora demonstrou que o punk podia ir além da nostalgia dos anos 70.
Gravado no Gold Star Studios de Hollywood, o álbum tinha sido concebido de uma maneira orgânica, com sopros e cordas relaxantes substituindo os espaços silenciosos entre as músicas.
“Young Livers” e “Drop Out” descem das caixas de som com um veneno no melhor estilo Gene Vincent. A seção de sopros com dois integrantes acrescenta ainda mais pegada e energia à mistura. As músicas “On A Rope” e “Born In ’69″ correm como carros turbinados, impulsionados ainda mais pelo punch dos metais. Apesar de o álbum ser basicamente puro peso, também possui suaves sabores pop. “Misbeaten” e “Ball Lightening” desenvolvem harmonias delicadas que poderiam pertencer aos Drifters.
Scream, Dracula, Scream! inspirou todos aqueles que estavam de saco cheio dos “clones de cabelo verde” a bradarem novamente a glória do punk. Mais importante ainda, o disco abriu uma grande variedade de timbres para as bandas de garagem. Mostrou que, nas mãos adequadas, até mesmo um trompete pode soar punk.





