O Run-DMC entrou para o circuito mainstream com este terceiro álbum e, com eles, veio todo o hip-hop. Tendo se associado ao produtor Rick Rubin, um amante do rock, o grupo conseguiu criar um som de fusão que em breve faria dele o primeiro sucesso mundial do rap, assim como o primeiro grupo de hip-hop a aparecer na MTV.
Raising Hell é repleto de faixas clássicas que definem em grande parte aquilo que hoje conhecemos como o estilo “old school” do hip-hop. A reunião da interpretação vocal do duo, caracterizada por um staccato vigoroso, com breaks de rock proveniente de fontes diversas – como “My Sharona” do Knack (“It’s Tricky”) ou Aerosmith (“Walk This Way”) -, criou o rap mais provocante e memorável de todos os tempos. Foi de fato “Walk This Way” que colocou esse novo estilo no circuito mainstream: em parceria com o Aerosmith, o Run-DMC tirou o hip-hop dos guetos, apresentando-o para uma audiência branca de classe média, e foi amor à primeira vista.
Muitos pares de tênis novos depois, cortesia da música “My Adidas”, Raising Hell acabou vendendo mais de três milhões de cópias e levou o trio Reverend Run, Daryl Mac e DJ Jam Master Jay ao estrelato.
Quase todas as músicas deste disco se tornaram clássicos, mas “Peter Piper”, “Hit It Run” e a nova versão que fizeram de “Proud To Be Black”, de James Brown, merecem uma atenção especial.
A pose de braços cruzados e as roupas características na fotografia da capa também marcavam o estilo urbano e a atitude combativa que prevalecem no hip-hop até hoje.













