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Rush: novo álbum é conceitual, mas não muito

Vigésimo disco de estúdio, “Clockwork Angels”, será lançado no dia 12 de junho e tem faixa em que músicos trocam de instrumentos

Os dedicados fãs do Rush não se aguentam de tanta ansiedade. É que no próximo dia 12 de junho chega às lojas – deve vazar antes – o 20° álbum de estúdio do grupo, “Clockwork Angels”. O disco é o primeiro desde “Snakes & Arrows”, de 2007, mas é esperado desde meados de 2010, quando o trio, formado por Geddy Lee (vocal e baixo), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria), batizaram o novo trabalho e disponibilzaram duas músicas, “Caravan” e “BU2B”.

Em vez de terminar o trabalho, o trio saiu em uma longa turnê mundial, tocando a íntegra do álbum “Moving Pictures” e só agora “Clockwork Angels” vai ganhar vida. Uma terceira música do disco, de um total de doze, “Headlong Flight” foi lançada como single em abril.

Prometido como um disco nos moldes dos velhos tempos, “Clockwork Angels” não chega a ser tão conceitual assim, como explica Geddy Lee numa entrevista feita na última quinta, que foi ao ar na rádio britânica “Planet Rock”. “Viemos com essa ideia há dois anos e meio e nos entusiasmasmos com ela”, explica o baixista. “Mas eu tinha uma visão na minha cabeça de fazer uma abordagem que não fosse tipicamente de um álbum conceitual, mas que cada faixa pudesse ser escutada como uma coisa individual”, completa.

Assim como a ideia de um disco com sonoridade “das antigas” é esperado pelos fãs, sobretudo depois de ouvir “Caravan”, Geddy também usa o passado como parâmetro de comparação. “Diferentemente de ‘Hemispheres’ (disco de 1978) ou ‘2112′ (de 1976), por exemplo, quando o mesmo tema atravessa todas as faixas, agora são 12 faixas individuais conectadas pela história”, compara. “É como, por exemplo, você curtir ‘I’m Free’ ou ‘Pimball Wizard’, do ‘Tommy’, sem ter que gostar do álbum como um todo”, completa, citando um dos discos conceituais mais famosos em todos os tempos, do The Who, lançado em 1969.

Ao menos uma novidade no disco novo foi revelada pelo baixista durante a entrevista. Na música “The Wreckers”, ele troca de instrumento com o guitarrista Alex Lifeson, por puro acaso. “Estávamos em estúdio, uma sala grande, com a bateria montada e em volta dela estavam os nossos instrumentos extras: vários baixos e guitarras, amplificadores, etc”, conta Geddy Lee.

“Havia uma sala menor onde compunhamos enquanto o Neil ensaiava a primeira parte das músicas. Como o computador pifou, fomos matar o tempo na sala grande. Peguei um violão de 12 cordas, mas só com seis, as outras seis removidadas, que soa muito bonito, e comecei a fazer fraseados e acordes. O Alex gostou, veio com um dos meus baixos e começou a compor uma linha de baixo. Quando arrumaram o computador, gravamos uma demo com os instrumentos trocados e depois trabahamos no meio da música para deixá-la um pouco mais complexa, e decidimos gravar a versão final assim”, completa.

Questionado pelo repórter da rádio sobre se o som do grupo está mais para o progressivo, Geddy Lee dissertou sobre o rótulo que o trio não gosta muito de assumir. “O termo ‘prog’ é confuso. ‘Prog’ é progressivo e somos uma banda de hard rock que tentar progredir, tentamos ir além”, teoriza. “Nossa música é mais complicada do que precisa ser, mas há coisas complicadas que também divertem. Então tentamos fazer que a nossa música seja divertida de uma maneira diferente, uma maneira complicada”, defende o baixista.

A produção de “Clockwork Angels” ficou à cargo de Nick Raskulinecz, o mesmo de “Snakes & Arrows”. Um trailer do álbum foi postado no site oficial do grupo, onde é possível ouvir cerca de 30 segundos de duração de uma das novas músicas. No Reino Unido, o disco será disponiblizado encartado numa edição especial da revista “Classic Rock”. A chamada “Fan Pack edition” chega às lojas no dia 11 de junho.

A publicação tem 132 páginas falando só do trio canadense, incluindo entrevistas com os integrantes com pessoas relacionadas ao grupo, como o criador da capa do álbum “2112″, clássico do grupo, lançado em 1976. O novo álbum aparece na revista sendo analisado por integrantes de bandas como Manic Street Preachers, Porcupine Tree e Mastodon, além de produtores que já trabalharam com o Rush: Terry Brown, Rupert Hine e Peter Collins. Veja abaixo a lista das músicas que estão no CD:

1- Caravan

2- BU2B

3- Clockwork Angels

4- The Anarchist

5- Carnies

6- Halo Effect

7- Seven Cities Of Gold

8- The Wreckers

9- Headlong Flight

10. BU2B2

11- Wish Them Well

12- The Garden

A nova turnê do grupo começa nos Estados Unidos e Canadá, em setembro, onde 33 shows estão confirmados até o início de dezembro. Em maio de 2013 é a vez da Europa, onde já há sete datas definidas, a partir de maio.

Fonte: Rock em Geral.

 

 

Rush: veja o trailer do novo álbum, “Clockwork Angels”

E ouça trecho de música inédita

Um trailer do novo álbum do Rush, “Clockwork Angels”, foi postado no site oficial do grupo. No filme, é possível ouvir cerca de 30 segundos de duração de uma das novas músicas do grupo.Clique aqui para assistir.

“Clockwork Angels” é o 20º álbum da carreira do Rush e tem 12 músicas, sendo as duas primeiras – “Caravan” e “BU2B” – já lançadas como single em 2010. O disco vem sendo gravado aos poucos, com interrupções para as contínuas turnês. A produção ficou à cargo de Nick Raskulinecz, o mesmo do álbum “Snakes & Arrows”, de 2007, e o lançamento acontece no dia 12 de junho. A encomenda, no entanto, já pode ser feita nesse local.

No Reino Unido, o disco será disponiblizado encartado numa edição especial da revista “Classic Rock”. A chamada “Fan Pack edition” chega às lojas no dia 11 de junho, mas já pode ser encomendada nesse endereço.

A publicação tem 132 páginas falando só do trio canadense, incluindo entrevistas com os integrantes Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart, e com pessoas relacionadas ao grupo, como o criador da capa do álbum “2112″, clássico do grupo, lançado em 1976.

O novo álbum aparece na revista sendo analisado por integrantes de bandas como Manic Street Preachers, Porcupine Tree e Mastodon, além de produtores que já trabalharam com o Rush: Terry Brown, Rupert Hine e Peter Collins. Veja abaixo a lista das músicas que estão no CD:

1- Caravan
2- BU2B
3- Clockwork Angels
4- The Anarchist
5- Carnies
6- Halo Effect
7- Seven Cities Of Gold
8- The Wreckers
9- Headlong Flight
10. BU2B2
11- Wish Them Well

Fonte: Rock em Geral.

 

“Moving Pictures” do Rush (1981)

Desde meados dos anos 70, o Rush vinha sendo uma grande atração em shows. Também foi uma das poucas bandas de rock progressivo que soube mudar e se adaptar à new wave. Em 1980, o trio de Ontário simplificou o seu som no sétimo LP de estúdio, Permanent Waves, que refletia influências do Police, do Talking Heads e de Peter Gabriel. O disco continha o sucesso “Spirit Of Radio”, uma mistura exuberante de pop, metal e ska, com a qual o letrista e baterista Neil Peart demonstrou que conseguia escrever músicas sobre temas universais.

A banda também estava fazendo experiências com uma instrumentação diferente. O baixista e cantor Geddy Lee passou a tocar os sintetizadores Minimoog, Oberheim e Moog Taurus. Ele fazia várias coisas ao mesmo tempo no palco, usando todos os membros do corpo para recriar os avanços tecnológicos presentes no disco. O LP seguinte seria ainda mais bem realizado, apesar da piada tola que juntava seu título com a foto da capa.

Moving Pictures começa com o sucesso de rádio “Tom Sawyer”. Esta ode ao individualismo sobrepõe os riffs virtuosos da guitarra pesada de Alex Lifeson a texturas eletrônicas de fundo, enquanto Peart dispara viradas rápidas de bateria para sustentar o todo. A voz melódica de Lee ilumina o pedido de privacidade de “Limelight” e, em “Vital Signs”, mistura um refrão dramático a um reggae futurista. “The Camera’s Eye” é um retorno às longas estruturas épicas usando, contudo, um referencial urbano em vez de mundos de fantasia.

Este disco foi confirmado como quádruplo de platina, o álbum mais vendido ao longo dos mais de 30 anos da carreira (ainda em andamento) do Rush.

Tom Sawyer: YouTube Preview Image

Limelight: YouTube Preview Image

Vital Signs: YouTube Preview Image

The Camera’s Eye: YouTube Preview Image

“2112″ do Rush

O ambicioso 2112 foi a pedra fundamental da carreira do Rush, um álbum do tipo agora-ou-nunca para o power trio canadense, às vezes chamado de “a maior banda cult do mundo”. Com este álbum, o grupo tomou a decisão drástica de ir emfrente com seu próprio trabalho, sem medir consequências.

O Rush quase entregou os pontos depois de Fly By Night e Caress Of Steel (ambos de 1975), recebidos com pouco entusiasmo. No rescaldo desse fracasso, o baterista e letrista Neil Peart se impressionou profundamente com os escritos libertários de Ayn Rand. Sua filosofia, com ênfase na ideia de que o indivíduo deve seguir seu próprio caminho, inspirou a história da épica faixa-título – uma composição de 20 minutos, dividida em sete segmentos. A música fala de um homem que lidera uma revolução através da música, após rejeitar os Sacerdotes de Syrinx, um enredo que espelhava a frustração da banda com a indústria da música.

O som característico do Rush (um misto de rock progressivo e heavy rock) alcança a plenitude neste disco, e a magnífica faixa-título não perdeu o vigor com o tempo – uma obra meticulosa que utiliza a técnica de composição dos clássicos para atingir um efeito fantástico. Outras faixas, como o hard rock de “A Passage To Bangkok” e “Something For Nothing”, são, hoje, clássicos consagrados.

O álbum foi bem recebido pelos fãs, na época, embora os críticos o tenham considerado muito extravagante e pretensioso. Não que a banda se importasse com isso: a partir de 2112, o Rush seguiu um caminho próprio e peculiar, arrebatando uma massa de fãs devotados e permanecendo de forma firme – e feliz – fora do radar da crítica.

2112: YouTube Preview Image

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A Passage To Bangkok: YouTube Preview Image

Something For Nothing: YouTube Preview Image

Rush no Brasil – Venda de ingressos

Já começou a pré-venda exclusiva dos ingressos para os shows do Rush no Brasil, em outubro, em São Paulo e Rio de Janeiro, para clientes dos cartões Credicard, Citibank e Diners, no período de 14/07/2010 a 20/07/2010. As pessoas que não têm os referidos cartões poderão adquirir os ingressos a partir do dia 21/07/2010.

A compra pode ser feita através do site Tickets For Fun.

Os preços dos ingressos para pré-venda para o show do Rio de Janeiro, na Praça da Apoteose, custam R$ 220 (Pista Inteira Credicard) e R$ 500 (Pista Premium Inteira Credicard), mais as taxas adicionais.

Rush faz shows no Brasil em outubro

A lendária banda canadense Rush desembarca no Brasil em outubro para apresentações no Estádio do Morumbi, em São Paulo (dia 8), e na Praça da Apoteose, no Rio (dia 10). Os shows fazem parte da turnê Time Machine.

O repertório vai contar com a execução do álbum “Moving Pictures” na íntegra, além de sucessos e duas novas canções, “Caravan” e “BU2B”.

Informações sobre o preços dos ingressos e os horários ainda serão divulgadas pelos organizadores — clientes Credicard, Citibank e Diners contarão com pré-venda exclusiva.

O grupo iniciou a Time Machine Tour em 29 de junho e passará por mais de 40 cidades norte-americanas antes de chegar à América do Sul — o trio ganhou recentemente uma estrela na conhecida Calçada da Fama de Hollywood, na cidade de Los Angeles.

Formado por Geddy Lee (baixo, teclado e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria), o Rush já vendeu mais de 40 milhões de discos é ficou mundialmente conhecido pelo virtuosismo.

De acordo com RIAA (Recording Industry Association of America), é o 3º grupo de rock que mais ganhou discos de ouro ou platina consecutivos, ficando atrás apenas dos Beatles e dos Rolling Stones.

O último álbum lançado pela banda, o 19º da carreira, é “Snakes & arrows” (2008), que chegou ao 3º lugar do Top 200 da Billboard. Além disso, também foram indicados ao Hall da Fama canadense em 1994.

Fonte: Globo.com

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