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“Roots” do Sepultura (1996)

Roots foi lançado em 1996, três anos depois do sucesso Chaos A.D., e serviu de base para a exploração de novos caminhos para a banda de metal brasileira. Inspirando-se na música tribal do Brasil, no nu-metal e no estilo de thrash/death típico do Sepultura, conseguiu resultados únicos – na verdade, assombrosos na época. Sob a liderança do carismático vocalista e guitarrista Max Cavalera, a banda penetrou fundo nas raízes mais profundas de seu patrimônio cultural, como demonstra o índio tatuado na capa.

A banda soa poderosíssima na faixa-título. A bateria de Igor Cavalera é ao mesmo tempo pesada e criativa, enquanto as guitarras afinadas em tons mais graves parecem tão compactas quanto brutais. O som do disco possui um tempo mais lento, mas é uma pauleira de alto impacto – perfeito em músicas como “Attitude” e “Breed Apart”.

O grupo viajou até uma região remota do Amazonas, indo encontrar uma tribo dos Xavantes para gravar com eles a música acústica “Itsári (Live)”. Em várias músicas o cantor e percussionista Carlinhos Brown aparece como convidado, como na brilhante “Ratamahatta”, notável pela percussão. Outras experiências aguardam o ouvinte em “Lookaway”, com contribuições do DJ Lethal e de Jonathan Davis.

Pouco tempo depois de o disco ser lançado, Max Cavalera deixou o grupo em circunstâncias um pouco dramáticas – o seu enteado tinha sido assassinado e discussões sobre a liderança do grupo acabaram fazendo com que se separassem. Cavalera formou o Soulfly e o resto da banda decidiu recrutar um novo vocalista. Lamentavelmente, o Sepultura não voltou a ser o que era desde Roots, um disco que mostra a banda em toda a sua plenitude.

Roots Bloody Roots: YouTube Preview Image

Attitude: YouTube Preview Image

Breed Apart: YouTube Preview Image

Ratamahatta: YouTube Preview Image

Lookaway: YouTube Preview Image

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