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“Ágaetis Byrjun” de Sigur Rós (1999)

Quando Ágaetis Byrjun, o segundo álbum de estúdio de Sigur Rós, foi lançado no verão de 1999, o diretor do selo Smekkleysa (“Mau Gosto”) esperava vender entre 1.500 e 2.000 cópias. Em vez disso, tornou-se num êxito fenomenal tanto em seu país de origem como no restante do mundo – graças apenas ao poder da música bela, quase sobrenatural que continha.

Ágaetis Byrjun (“Um bom começo”) foi um trabalho de amor: os membros da banda colaram as primeiras capas do disco à mão, o que resultou em vários defeitos, já que algumas vezes a cola pingava sobre os CDs. O processo de gravação foi longo e doloroso e em consequência a data de lançamento foi adiada várias vezes. Foi um tempo bem investido. O álbum rapidamente se tornou um dos mais vendidos de todos os tempos na Islândia, conseguindo amplo reconhecimento e totalizando cerca de 500 mil cópias no mundo inteiro. Um feito extraordinário, levando-se em conta que a música é lenta, ambient, rica em texturas (o cantor e guitarrista Jonsi muitas vezes usa um arco de violoncelo), contendo duas músicas com mais de dez minutos. Sem falar no fato de a banda cantar em seu próprio idioma inventado – o “Hopelandic”.

Mas não se engane: Ágaetis Byrjun possui uma qualidade atemporal, uma presença etérea e encantadora. A música de abertura, a bela “Svefn-G-Englar”, desdobra-se lenta e graciosamente, marcada pela voz angelical de Jonsi. A dramática “Vidrar Vel Til Loftárása” usa cordas para criar um ambiente fantástico – o seu alcance épico é arrasador. A faixa-título é ao mesmo tempo elegante e simples.

A Melody Maker descreve a música de Sigur Rós como o som de “Deus chorando lágrimas de ouro no céu”. Soa pretensiosa, mas é uma boa descrição: o disco de fato é formidável.

Svefn-G-Englar: YouTube Preview Image

Vidrar Til Loftárása: YouTube Preview Image

Ágaetis Byrjun: YouTube Preview Image

Flugufrelsarinn: YouTube Preview Image

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