O Slipknot surgiu do nada (tecnicamente, de Des Moines, Iowa) em 1999 para impressionar os fãs do metal em todo o mundo com este álbum cheio de fúria. O vocalista canta, faz rap, berra, ruge, em conjunto com a brutalidade de uma banda de thrash metal com percussões adicionais, além da versatilidade de um DJ e samplers. A música – uma densa mistura de bateria na pressão, avalanches de guitarras e scratch das pickups – talvez fosse demasiado pesada para chegar ao grande público e a banda foi ignorada pelas massas, exceto por sua imponente presença física: o Slipknot consistia de nove psicopatas fantasiados de macaco, com máscaras assustadoras, que utilizavam os seus instrumentos como armas de ataque, muitas vezes uns contra os outros, numa cacofonia de caos controlado.
Sem muita surpresa, a banda disparou para o sucesso (platina nos Estados Unidos, ouro na Inglaterra). Após um breve sample de abertura (uma idosa dizendo: “The whole thing… I think it’s sick”), “(Sic)” define com violência o tom do álbum. “Eyeless” mistura um loop de drum ‘n’ bass com implacáveis riffs de guitarra; “Surfacing” alterna um feedback penetrante com o scratch; “Spit It Out” combina speed metal com rap. Mas foram as partes mais suaves do single “Wait And Bleed” que primeiro conquistaram um público além dos fãs habituais do metal. E a associação da música aos esportes radicais, como o motocross freestyle e o skate, também conquistou para a banda uma imensidão de fãs de várias idades.






