Ao saber que o amigo Chris Hillman morria de tédio no The Flying Burrito Brothers, Stephen Stills o convidou para tocar em seu novo álbum solo, ao lado da pedal steel do guitarrista dos Burritos, Al Perkins, e do rabequista de bluegrass Byron Berline. Gravado no Criteria Studios, em Miami, este álbum conceitual bebe do rock, folk, música latina, country e blues – com a colaboração de Calvin “Fuzzy” Samuels (baixo), Dallas Taylor (bateria), Paul Harris (teclado) e Joe Lala (percussão).
A riqueza do material e do time de músicos resultou num álbum duplo ambicioso, talvez o maior lançamento da carreira de Stills – um trabalho saboroso e renovador, ainda que dentro da melhor tradição do rock. O repertório variado, que poderia parecer muito disperso, forma, na verdade, um todo coeso. A gravação se dividiu claramente em quatro partes, espelhadas nos quatro lados do lançamento original em vinil. “The Raven” junta rock e estilos latinos; “The Wilderness” é country e bluegrass, marcada pelo bandolim, violino, pedal steel e uma harmonia excepcional em várias partes; “Consider” prioriza o folk e o folk-rock; “Ropck And Roll Is Here To Stay” é mais blues e rock; e a épica “treasure” se tornou uma das faixas mais importantes do grupo (a acústica “Blue Man” é dedicada a Jimi hendrix, Al “Blind Owl” Wilson e Duane Allman).
O baixista dos Rolling Stones, Bill Wyman, ajudou Stills a terminar “The Love Gangster”. Mais tarde, ele revelou a Dallas Taylor que queria ter saído dos Stones para se juntar ao time de Manassas – mas ninguém o convidou.




