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“Crosby, Stills And Nash” de Crosby, Stills And Nash (1969)

Saudado pela imprensa musical da época como o melhor dos supergrupos, o trio formado pelos cantores e compositores David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash se sentia pressionado a lançar um LP. Os três eram conhecidos pelo alcance imaculado de sua harmonia vocal precisa, por sua habilidade na guitarra e por seu estilo melódico folk pop. Felizmente, eles fizeram os clássicos esperados com personalidade, servindo um cardápio de canções lindamente arranjadas, executadas e produzidas, tingidas por todo tipo de influências.

A fantástica faixa de abertura, “Suite: Judy Blue Eyes”, de Stills, é quase uma obra sinfônica para voz e guitarra, com um quê de música oriental e um ritmo acelerado no fim – um ponto alto na carreira dos três. Mas o álbum contém maravilhas mais sutis e introspectivas, como a hipnótica, quase soporífera “Guinevere” – o vocal profundo é de arrepiar -, a ondulante e alegre “Marrakesh Express” e “Long Time Gone”, um manifesto de uma era, mais tarde regravado pelo grupo de acid jazz Galliano.

A produção caprichada do disco combina perfeitamente com as brilhantes harmonias vocais, e até hoje um argumento convincente em favor do vinil e da mesa de mixagem analógica.

A partir desse álbum, porém, começaria a decadência. Apesar do trabalho quase sempre inspirado da década seguinte, quando Neil Young se juntou ao grupo, eles nunca se livrariam da aura de “hippies desiludidos com dinheiro demais e problemas com drogas”. Mas estes 3/4 de hora de exuberante criatividade permanecem um marco.

Suite: Judy Blue Eyes: YouTube Preview Image

Guinevere: YouTube Preview Image

Marrakesh Express: YouTube Preview Image

Long Time Gone: YouTube Preview Image

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