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“Copper Blue” do Sugar (1992)

Quando o pioneiro do grunge Hüsker Dü implodiu, o guitarrista e vocalista Mould gravou álbuns solo recheados de violoncelos e ressentimentos. Quando lhe pareceu que ninguém estava prestando atenção, quebrou o contrato com sua gravadora e com os músicos e foi vagar pela terra sozinho. Mais tarde recrutou o baixista David Barbe e o baterista Malcolm Travis e gravou um dos melhores álbuns de toda a década de 90.

As furiosas guitarras Fender de Mould, sua voz potente e as letras azedas permaneceram, mas as músicas eram diferentes, animadas e, em comparação com a produção pré-histórica do Hüsker Dü, soavam como avalanches.

Os clássicos explodiam quase sem espaço entre eles. No primeiro de diversos ápices, um pastiche do Pixies, “A Good Idea”, se choca contra “Changes” (o momento mais próximo de Hüsker Dü do disco). Depois surge o que Mould eventualmente iria descrever como tributos a George Martin (“Hoover Dam”)  e aos Beatles (“If I Can’t Change Your Mind”), culminando na cinemática “Slick”. “Deveriam ter usado a música na série Beverly Hills 90210, quando Luke Perry finalmente bate com o carro”, declarou Mould.

O álbum Copper Blue foi especialmente bem recebido na Inglaterra, onde o Sugar tinha contrato com o selo Creation. Mould admirava imensamente seus ruidosos colegas de selo do My Bloody Valentine, mas, por outro lado, estava cheio das perguntas sobre o Nirvana, um dos muitos grupos para os quais Mould acabou sendo fonte de inspiração. Anos depois insistiria em dizer: “Detesto o rock alternativo”. Felizmente já tinha deixado esta obra-prima.

“Não há razão para não se gostar do álbum” – afirmou ele à Record Collector. “É uma fantástica coleção de melodias e músicas”.

A Good Idea: YouTube Preview Image

Changes: YouTube Preview Image

Hoover Dam: YouTube Preview Image

If I Can’t Change Your Mind: YouTube Preview Image

Slick: YouTube Preview Image

Helpless: YouTube Preview Image

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