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“Suicide” do Suicide (1977)

A faixa “23 Minutes Over Brussels”, incluída como bônus no relançamento em CD deste clássico álbum de estreia do Suicide, dá uma indicação de como foi a reação do público a essa dupla contestadora, em seu melhor momento. Gravada em 16 de junho de 1978, quando o Suicide estava acompanhando Elvis Costello no show no L’Ancienne Belgique, a faixa traz uma multidão em fúria bombardeando a dupla com cadeiras e garrafas.

O Suicide se caracterizava pela bateria eletrônica primitiva, o órgão distorcido e mutante de Martin Rev e o vocal blues de Alan Vega. Os dois já estavam na estrada há seis anos quando lançaram seu primeiro álbum, no auge do movimento punk. Com suas raízes no universo artístico de Nova York, o nome provocativo, a atitude niilista e a ausência de acessórios típicos do rock ‘n’ roll, como um baterista e um guitarrista, eles geralmente despertavam uma reação violenta na plateia confusa.

Suicide, embalado numa capa coberta de riscos de sangue, soava como um pesadelo na terra dos mortos. As inovações técnicas e musicais do álbum o fazem parecer quase atual. “Cheree”, lançado como single, é uma doce obra eletrônica; o maníaco bate-estaca eletrônico de “Ghost Rider” influenciou marcadamente bandas como o Soft Cell e os Sisters Of Mercy. O monólogo psicológico de “Frankie Teardrop” é intenso e desconcertante e traz o grito mais horripilante já gravado em vinil. O álbum fecha com os violoncelos mecânicos e os vocais fantasmagóricos de “Che”.

A angustiada visão do Suicide sobre os Estados Unidos dos anos 70 foi elogiada por artistas tão diversos como Spiritualized, Nick Cave e Bruce Springsteen.

23 Minutes Over Brussels: YouTube Preview Image

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Cheree: YouTube Preview Image

Ghost Rider: YouTube Preview Image

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Che: YouTube Preview Image

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