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“Crime Of The Century” do Supertramp

Quando o Supertramp se reuniu para gravar seu terceiro álbum, a banda estava no fim. O grupo havia se separado depois de Indelibly Stamped, de 1971, obrigando Roger Hodgson e Rick Davies, o núcleo criador da banda, a procurar novos músicos e a fazer uma obra-prima para salvar o contrato com a A&M. Essa responsabilidade ficou ainda maior quando o patrocinador do grupo, o milionário holandês Stanley Miesegaes, também abandonou o barco, deixando dívidas no valor de 90 mil libras. O Supertramp estava tão falido que chegou a servir de banda de apoio para Chuck Berry só pelo cachê.

Felizmente, os frutos de um período produtivo de composição numa fazenda em Somerset, entre novembro de 1973 e fevereiro de 1974, renderam Crime Of The Century, que mudou o quadro completamente. As músicas melodiosas e bem executadas, a claridade genuína do som (um trabalho de Ken Scott, que tinha gravado Ziggy Stardust com David Bowie) e uma variedade criativa de efeitos sonoros fizeram um álbum que a revista Sounds comparou ao “Genesis, The Beach Boys (…) e um pouco de [Pink] Floyd”. O sucesso do single “Dreamer”, uma música densa à base de teclados, fez com que Crime Of The Century chegasse ao quarto lugar das paradas britânicas.

A capa diferenciada foi criada pelo artista gráfico Paul Wakefield e lembra o álbum do Traffic, Shootout At The Fantasy Factory. As “grades de prisão” viraram uma imagem mítica.

O Supertramp chegou ao estrelato muito antes do movimento punk para ser tolhido por ele, embora, passada a new wave, o sucesso do grupo se mantivesse principalmente no exterior. Crime Of The Century foi base do Supertramp e se tornou, durante anos, a espinha dorsal de seu repertório.

Dreamer: YouTube Preview Image

Asylum: YouTube Preview Image

Rudy: YouTube Preview Image

Crime Of The Century: YouTube Preview Image

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