Todos os integrantes (o vocalista Serj Tankian, o guitarrista Daron Malakian, o baixista Shavo Odadjian e o baterista John Dolmayan) já tinham tocado em outras bandas antes da formação do System Of A Down, mas as expectativas eram altas depois que assinaram pela American Records.
Essa estreia combina metal, blues, thrash, hardcore, rap e rock com influências da música tradicional oriental, mas também tira proveito das letras politizadas e, felizmente, de um senso de humor. Junte-se a isso mudanças de tempo (“Mind”), incursões pelo jazz (o single “Sugar”), uma musicalidade deslumbrante e um vocalista capaz de chegar aos extremos agudos do death-metal, um sentido forte de melodia (“Spiders”) e tudo o que estiver entre estes elementos… Fica claro, então, porque a banda era tão promissora.
Todos os músicos do System Of A Down cresceram nos Estados Unidos e frequentaram escolas americanas, mas mantiveram fortes elos com a herança étnica de suas famílias. Isso transparece na música, mas também na natureza sociopolítica de suas letras. Ouça a inflamada “P.L.U.C.K. (Politically Lying, Unholy, Cowardly Killers” – Assassinos covardes, profanos, politicamente mentirosos), onde Serj clama contra a injustiça do genocídio perpetrado pelo governo turco contra o povo armênio em 1915. Há também um perfume do Oriente Médio nos riffs de “War?” e “Peephole”.
O System Of A Down agradou aos fãs de hard-rock, fartos do punk moderno e do nu-metal. A banda conseguiu também manter as suas opiniões políticas e entrar de leve no mercado comercial, o que faria com que o segundo álbum, Toxicity, conquistasse vários discos de platina.







