Arquivos

Categorias

“The Slider” do T. Rex

Gravado em Paris e Copenhague com o produtor Tony Visconti, The Slider foi lançado no verão de 1972, no auge do sucesso do T. Rex. Entre os fãs do carismático Marc Bolan estava David Bowie, que dedicou o seu hit “Lady Stardust” ao ídolo. The Slider arrasou nos Estados Unidos e na Inglaterra e se tornou um marco do glam rock na América do Norte.

“Telegram Sam” (200 mil cópias vendidas nos primeiros quatro dias) e a extasiante “Metal Guru” – ambas chegaram ao topo da parada britânica – são clássicos óbvios. Mas o álbum está repleto de material de qualidade: há baladas charmosas (“Mystic Lady”, “Ballrooms Of Mars”) e rocks acelerados (“Rock On”, “Main Man”). Bolan mostrou mais uma vez que era o mestre das músicas refinadas e contagiantes. E da espontaneidade também – ele perdia o interesse se qualquer faixa precisasse de mais do que dois ou três takes, o que imbuiu este seu melhor trabalho de um imediatismo vibrante. Ele não se restringia apenas a seu talento como compositor e líder. As letras são típicas de Bolan – dadaístas, mordazes, perversas e cheias de associações surpreendentes e metáforas.

No entanto, nem tudo eram flores no estúdio. Visconti comentou ter sentido que, naquela fase, o desempenho do grupo estava virando uma fórmula e o ego de Bolan, ficando fora de proporções. Mesmo assim, a magia ainda funciona neste álbum.

Bolan morreu num acidente de carro em Londres, em 1977, deixando um legado musical que influenciou diversos músicos de variados estilos, dos cavaleiros do rock gótico Bauhaus à banda de har-rock Gun N’ Roses.

Telegram Sam: YouTube Preview Image

Metal Guru: YouTube Preview Image

Mystic Lady: YouTube Preview Image

Ballrooms Of Mars: YouTube Preview Image

Rock On: YouTube Preview Image

Main Man: YouTube Preview Image

“Electric Warrior” de T. Rex

Marc Bolan é um dos personagens mais interessantes da história do rock. Com seu jeito de Byron moderno e um quê de misticismo hippie – obscuro mas delicioso -, Bolan sempre foi audacioso. Sua carreira consta de enlouquecedores altos e baixos (ele escreveu ainda um best-seller de poesia, The Warlock Of Love), mas seu ponto máximo foi Electric Warrior. Que, como tudo o que fazia, é recheado de surpresas.

O T. Rex já tinha feito sucesso na Inglaterra – no entanto, Bolan queria angariar fieis do outro lado do Atlântico. Ele pegou a estrada com os novos integrantes da banda, o baixista Steve Currie e o baterista Bill Legend – chamado para ajudar na percussão, a cargo de Mickey Finn. O grupo começou a editar algumas faixas a caminho de Londres, Nova York e Los Angeles. Os singles lançados na ocasião apontavam para um som mais ousado, mas só quando Electric Warrior saiu foi possível constatar como era sensacional.

A arte da capa resume a perigosa promessa de poder do rock, com Bolan empunhando a guitarra como uma arma, diante de um arsenal de amplificadores. No entanto, em vez de destruir o ouvinte num ataque sonoro quando a agulha baixa sobre o vinil, Electric Warrior começa com a explosão abafada da guitarra, um delicioso contratempo e um convite para cantar “beneath the bebop moon” em “Mambo Sun”. O lindo dedilhado acústico de “Cosmic Dancer” vem em seguida, com seu rico arranjo de cordas. E o disco segue desta forma, às vezes rouco e obsceno, às vezes meditativo e romântico. O single “Bang A Gong (Get It On)” chegou aos Top 10 dos Estados Unidos, mas o T. Rex nunca conseguiu satisfazer a ambição de Bolan de virar uma estrela internacional.

Mambo Sun: YouTube Preview Image

Cosmic Dancer: YouTube Preview Image

Bang A Gong (Get It On): YouTube Preview Image

Jeepster: YouTube Preview Image

The Motivator: YouTube Preview Image

Rip Off: YouTube Preview Image

Copyright © 2010 - Folha da Manhã - Todos os direitos reservados