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“OK” de Talvin Singh (1998)

Talvin Singh tinha feito uma turnê mundial com o Arkestra de Sun Ra, atuado como convidado de Madonna, do Massive Attack e de Björk, e formou um trio de world beat com Nitin Sawhney e Keith Waithe.

Tinha também lançado um notável clube noturno em Londres chamado Anokha, um lugar fantástico para tocar a nova música ambient, dub, hip-hop e drum ‘n’ bass de influência asiática (como documenta a sua compilação Soundz Of The Asian Underground).

OK (“viaje para qualquer parte do mundo e as pessoas sempre sabem o que significa OK, explicou Talvin) foi um projeto eclético, adequado a um músico como ele. A longa faixa que abre o álbum, “Traveller”, é uma epopeia em si mesma: apresenta a voz de MC Cleveland Watkiss, um drum ‘n’ bass palpitante, cordas deslizantes da Madras Philharmonic Orchestra e elegantes flautas clássicas de Rakesh Churasia, Naveen e Ryuichi Sakamoto. Noutras faixas temos coros japoneses, percussionistas folk do Sul da Índia, MCs jamaicanos e o que havia de mais novo em termos de breakbeats.

Singh era incrivelmente arrogante nas entrevistas. Atacou a fusão do indo-jazz como sendo “música exótica”, ridicularizou os que usavam tablas e cítaras sem a afinação correta e criticou antigos colegas como Nitin Sawhney por fazerem parte do selo anglo-asiático Outcase, que considerava um “gueto”.

Muitos desejaram o seu fracasso, mas Singh alcançou grande sucesso com OK, criando fusões audaciosas que abriram novos caminhos para a música eletrônica e a world music. Teve sua vingança quando o álbum ganhou o prestigioso prêmio inglês Mercury Music Award em 1999, superando o Blur e o Chemical Brothers.

Traveller: YouTube Preview Image

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