Essa banda de São Francisco é mais conhecida pelo hit de folk-rock “Laugh Laugh”, de 1963 (que levou o grupo a aparecer num episódio de Os Flintstones, com o nome de The Beau Brummelstones). Mas seu quarto álbum é um verdadeiro clássico perdido – uma mistura de folk-rock e um assombroso country que ainda permanece atual, quando comparada com discos contemporâneos de maior vendagem.
O disco anterior do grupo, Beau Brummels ’66, consistia inteiramente em versões desbotadas e sem graça, o que levou o baterista John Peterson a debandar para o Harper’s Bizarre. Como o guitarrista Ron Elliott era diabético, a banda abriu mão de turnês e optou por se concentrar na exploração das novas tecnologias de estúdio. Para isso, contou com a ajuda do produtor Lenny Waronker, então na Warner Brothers, que defendia o maior controle artístico possível para os selos de bandas.
O resultado foi o álbum mais forte do grupo. O talento de Elliott para compor amadureceu para além dos limites dos hits de dois minutos, enquanto o vocal de Sal Valentino chegava a um tom nasal e visceral, contrastando maravilhosamente com os arranjos sombrios que incluíam cordas, acordeão e espineta (esta, tocada em “Magic Hollow” por Brian Wilson, colaborador de Van Dyke Parks). Elliott descreveu o disco como “um passeio emocional pelo mundo que nos cercava naquela época… a música se tornou muito etérea, mística e misteriosa”. Apesar das críticas entusiasmadas, Triangle não passou de um decepcionante 197o lugar na parada da Billboard.


