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“Group Sex” do Circle Jerks (1980)

Embora houvesse bandas mais aceleradas, mais raivosas e mais frenéticas na cena punk de Los Angeles do início dos anos 80, ninguém conseguiu conjugar política e diversão como o Circle Jerks no seu clássico álbum de estreia, Group Sex. O nome vem de um ritual perverso de iniciação em uma comunidade universitária. O grupo foi formado em 1980, quando o vocalista original do Black Flag, Keith Morris, deixou a banda para iniciar o seu próprio projeto com o guitarrista fundador dos Redd Kross, Greg Hetson, o baixista Roger Rogerson e o baterista “Lucky” Lehrer. O quarteto rapidamente ganhou a reputação de selvagens bebedores de cerveja, o que ajudou a definir a cena das festas punk da época.

Apesar de ser muito breve – 14 músicas em menos de 15 minutos -, Group Sex é um documento cru, sagaz e centrado sobre a frustração adolescente comparável a Damaged, do Black Flag, e ao primeiro disco do TSOL como expressão de completa fúria. O estilo Morris, que recita as letras de forma esnobe, e as viradas rítmicas de Hetson e Leher, presentes em músicas sobre alienação (“World Up My Ass”), sexo (“I Just Want Some Skank”) e drogas (“Wasted”), fazem deste um disco obrigatório pata qualquer roqueiro punk que se preza, um álbum tão forte que chamou a atenção do lendário DJ inglês John Peel.

Mais tarde, hetson juntou-se ao Bad Religion. Os membros restantes tiveram dificuldades em manter a banda, chegando a gravar com a insípida cantora pop Debbie Gibson. Ainda assim, não há dúvida quanto à influência exercida por Group Sex sobre toda uma geração de bandas californianas da vertente party punk, como NOFX e os Vandals.

World Up My Ass: YouTube Preview Image

I Just Want Some Skank: YouTube Preview Image

Wasted: YouTube Preview Image

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