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“Hypocrisy Is The Greatest Luxury” do The Disposable Heroes Of Hiphoprisy (1992)

Em meados da década de 90, enquanto os Estados Unidos continuavam tentandop lidar com os problemas do multiculturalismo após os distúrbios em Los Angeles e o julgamento de O.J. Simpson, o The Disposable Heroes Of Hiphoprisy (o vocalista Michael Franti e o músico Rono Tse) estava compondo a trilha sonora para aquele momento numa oficina de carros usados em Oakland, perto de São Francisco.

Herdeiro direto do Public Enemy, o Disposable Heroes Of Hiphoprisy é um grupo único. Hypocrisy Is The Greatest Luxury é uma coleção de letras de “rap de protesto” unidas por sons digitais – por vezes beirando o industrial -, samples de TV e rádio sobre o ritmo constantemente marcado de hip-hop ou rap. O grupo trouxe um novo sopro de vida ao rap abordando, entre outros temas, a questão da violência entre os negros, o racismo, a manipulação da mídia, a guerra, a política, o feminismo e o estresse urbano. Enquanto os seus contemporâneos, como Run-DMC e N.W.A., adotavam fórmulas e clichês, Hypocrisy Is The Greatest Luxury criou um gênero próprio: o rap de protesto com tópicos sérios. Isto não deve soar depreciativo: embora tenha sido ignorado pelas rádios de sua época, o disco é hoje considerado um marco e uma continuação da voz dos grandes poetas negros dos anos 60, como The Watts Prophets e The Last Poets.

Sua performance ao vivo era impressionante, mas nunca saiu do circuito universitário. Contudo, o grupo durou pouco: após uma colaboração com William Burroughs, Franti cansou-se das explorações pós-apocalípticas do The Disposable Heroes Of Hiphoprisy. Seu grupo atual, o Spearhead, tem se mostrado a antítese de seu trabalho anterior.

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