Houve líderes de banda autodestrutivos, arrogantes, furiosos ou que pareciam personagens de desenho animado. Darby Crash era tudo isso. Carismático e provocador, era tido por muitos como louco. Talvez estivessem certos. Mas suas letras estranhas e sua presença impresivível e incendiária no palco ajudaram a consolidar os Germs como uma das bandas mais influentes do punk.
Lançado em 1979, (GI) – “Germs Incognito” – é um clássico que resistiu à passagem do tempo. Músicas como “Richie Dagger’s Crime” e “American Leather” fazem deste álbum um dos mais repulsivos discos do punk. Como em seus shows caóticos, no LP alguns sons parecem estar espalhados por todsd as faixas, e a produção de Joan Jett – que havia prometido a Darby fazer o álbum parecer melhor do que Never Mind The Bollocks… – torna a gravação um pouco mais leve do que deveria. Mas os Germs não eram conhecidos pelo capricho com que faziam as coisas. Em “Communist Eye” é quase possível sentir o cheiro de cola e de anfetaminas baratas que, no início dos anos 80, dominava o mundo punk de Los Angeles.
Embora Crash exercesse uma forte liderança, os Germs não se limitavam a suas maldições autodestrutivas. O guitarrista Pat Smear (que mais tarde entrou para o Nirvana) era co-autor de todas as músicas e responsável por alguns dos melhores e mais puros riffs punk da época.
Três anos depois da primeira apresentação ao vivo da banda (no Whisky, de Los Angeles), em 1977), Crash morreu, ao que consta, por uma overdose proposital de drogas. Mas seu legado – e de (GI) – nos anais do hardcore americano é incontestável.




