À medida que tanto a tecnologia de estúdio como os efeitos de guitarra se aprimoravam, no final da década de 60, as gravações da The Jimi Hendrix Experience também evoluíam – e o álbum mais famoso de Jimi, Electric Ladyland (conhecido por sua inédita e notória capa, que traz um grupo de mulheres nuas), aproveitou plenamente a nova ciência do rock. Embora a maneira de tocar e as estruturas das músicas se tornassem mais dispersas, mais livres dos parâmetros da tradição do R&B e do soul na qual a banda havia afiado sua técnica, Hendrix manteve o controle do leme, apesar do frenesi de LSD e outras drogas que cercavam o grupo. De fato, Electric Ladyland deve tanto ao pop como ao blues, com faixas como a cáustica “Crosstown Traffic”, o single perfeito de Hendrix, e sua versão de “Come On”, de Earl King, um exercício afiadíssimo de blues que ele nunca havia tentado antes.
Mas não são apenas o ardor político e a experimentação lisérgica que conferem ao disco tamanha influência. A gravação de Jimi da corrosiva “All Along The Watchtower”, de Bob Dylan, levou o autor a observar: “Não me surpreende que Jimi tenha gravado músicas minhas, mas que sejam tão poucas, porque são todas dele”. Porém, só a espaçosa “Voodoo Chile”, de 15 minutos, e “Voodoo Child”, mais forte e pop, já fariam deste disco um clássico.






















