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“The La’s” do The La’s (1990)

Qualquer parada das melhores músicas pop dos anos 90 precisa obrigatoriamente incluir “There She Goes” deste disco, uma mistura sublime de guitarras malodiosas, vozes em falsete e um refrão tão contagiante que parmanece na memória durante dias a fio. Mesmo aqueles que nunca ouviram falar do The La’s recopnhecem a música por conta dos anúncios e filmes. Resta saber se esta é uma música de amor dedicada a uma jovem ou uma ode disfarçada à heroína (“Racing through my brain… Pulsing through my vein”) – um detalhe que parece não ter sido percebido pelos executivos da Disney que a usaram na trilha da nova versão de The Parent, de 1998.

Mas “There She Goes” não é o único tesouro enterrado em The La’s, um álbum repleto de músicas contagiantes e baladas pop de dois ou três minutos de duração. “Son Of A Gun” é um dos pontos altos, com os “coquinhos” fazendo a percussão no fundo e uma linha de baixo que lembra “Twist And Shout” (originalmente do Isley Brothers). “Timeless Melody” possui um ritmo agitado e um solo de guitarra com efeitos, ao passo que “Feelin’” é uma música animada que lembra os anos 60.

Por que, então, com inúmeras críticas elogiosas e vendas estrondosas, o The La’s lançoi apenas um álbum e depois sumiu? Pelo que contam, o cantor principal e compositor Lee Mavers sempre foi um perfeccionista rabugento e talves ligeiramente intratável. A banda levou quatro anos para produzir The La’s e também trocou de produtor pelo menos quatro vezes antes de o selo perder a paciência e decidir lançar a versão de Steve Lillywhite. Pouco tempo depois, quando a NME pediu a Lee Mavers que falasse sobre este disco, ele respondeu: “Eu o odeio, é uma droga. Um monte de merda. Não há nada de bom que possa dizer sobre ele”.

There She Goes: YouTube Preview Image

Son Of A Gun: YouTube Preview Image

Timeless Melody: YouTube Preview Image

Feelin’: YouTube Preview Image

Way Out: YouTube Preview Image

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