Um dos discos mais importantes da segunda metade do século XX, o quarto trabalho de Frank Zappa com os The Mothers confirmou seu status de gênio visionário.
O álbum é extraordinário desde o início – corajosamente fora de seu tempo e adorado pela primeira geração de hippies maconheiros, mesmo quando as músicas arrasavam seu estilo de vida e atiravam para longe seus totens, com um espírito selvagem e cheio de vitalidade. É o que acontece, por exemplo, em “Who Needs The Peace Corps?” e “Flower Punk”. E na capa – uma paródia surrealista de Sgt. Pepper…, considerado o Santo Graal do rock.
Mas o álbum é também um ataque aos hábitos conservadores, ao estilo de vida e à política niilista dos Estados Unidos. Suas canções bem integradas e sedutoras, na voz de Zappa, tecem a análise irrefutável de uma sociedade que alimenta a guerra imperialista, o vício e a decadência das pessoas e da família – como na beligerante “Mother People” (as críticas de Zappa ao autoritarismo dos Estados Unidos começavam a parecer proféticas com a morte de dois estudantes pacifistas numa manifestação na Ken State University, em 1970). Tudo isso coloca o álbum no topo da parada dos “melhores discos conceituais”.











