O inesquecível álbum de estreia do Pharcyde fez com que a filosofia e o estilo musical de grupos como o De La Soul, da Costa Leste, chegassem aos seus primos californianos. Juntar a força do P-funk da Costa Oeste criou uma mistura ainda mais potente e perspicaz. Tre “Slim Kid” Hardson, Derrick “Fatlip” Stewart, Imani Wilcox e Romye “Booty Brown” Robinson vieram todos da cena artística de Los Angeles, onde haviam trabalhado como dançarinos e coreógrafos em programas de televisão tais como In Living Color.
Juntos criaram um álbum tão divertido quanto funky. As discussões de “Ya Mama”, as hilariantes “Soul Flower” e “Oh Shit” e os vários esquetes espalhados por todo o disco transmitem um clima de livre-pensamento cheio de humor tresloucado que foi um sucesso fulminante com o público do Festival Lollapalooza que encontraram em diversas apresentações pelos Estados Unidos.
A opinião geral é de que o grupo não tinha muita ideia do que estava fazendo durante as gravações. Foi Reggie Andrews, um professor de música, quem os reuniu, supervisionou a composição e as gravações e lhes ensinou o básico sobre a indústria musical. Enquanto muitos dos MCs e rappers estavam tentando “permanecer na real”, o Pharcyde resolveu, em vez disso, “permanecer original”.
A produção de J-Swift, em conjunto com os integrantes principais, eliminou os ganchos mais óbvios para ganhar em profundidade e chegar a um som mais elegante e cheio de soul. Embora isso possa ter reduzido um pouco seu público na época, fez com que o disco seja hoje considerado um clássico tanto do seu tempo como do hip-hop. As suas influências continuam presentes na cena contemporânea.








