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Sex Pistols rejeitam Olimpíada, que pode ter Paul McCartney e Rolling Stones

Ícone punk recusou convite para participar da festa de encerramento dos Jogos

Apesar do risco de forçar a família real britânica a ouvir ao vivo God Save the Queen, música recheada de xingamentos contra a rainha Elizabeth, o Comitê Organizador Local da Olimpíada de Londres-2012 convidou os Sex Pistols para a cerimônia de encerramento dos Jogos, na noite de 12 de agosto. Mas a banda, ícone da cultura punk britânica no final dos anos 1970, recusou o convite para se apresentar na festa. De acordo com a edição desta terça-feira do jornal londrino The Times, os Pistols foram chamados para representar o punk rock no show, que terá uma sequência de apresentações musicais chamada de “Sinfonia de Música Britânica”, para retratar a história do pop no país. No mesmo dia, um show no Hyde Park terá The Specials, New Order e Blur, na última apresentação da carreira.

A resposta negativa ao convite segue a postura pública da banda, de aversão ao establishment – o grupo também não se apresentou quando entrou para o Hall da Fama do Rock, em 2006. Apesar disso, os membros remanescentes (o ex-baixista Sid Vicious morreu) ainda se reúnem esporadicamente três décadas depois do rompimento oficial para realizar turnês ocasionais, consideradas caça-níqueis pela maioria dos fãs. Com o “não” dos Pistols, o comitê londrino estaria disposto a tentar costurar uma reunião dos integrantes remanescentes do The Clash, outro patrimônio do punk britânico – e que, de quebra, ainda é responsável por uma das mais famosas canções pop sobre Londres, o clássico London Calling.

A banda, porém, sempre rejeitou as ofertas para se reunir desde o fim oficial de sua carreira, em 1986. Além das brigas entre seus integrantes, principal causa do rompimento, há um obstáculo intransponível para que a reunião seja concretizada do jeito que os fãs sempre esperavam – o principal integrante do Clash, Joe Strummer, morreu há dez anos. Mesmo com a dificuldade de se achar um representante do punk rock para a festa, quem gosta de música não vai se decepcionar com a festa de encerramento da Olimpíada. Artistas como Paul McCartney, Rolling Stones e Elton John deverão participar da cerimônia, que deverá acompanhada por mais de 750 milhões de pessoas em todo o mundo. Paul e os Stones já têm no currículo participações em megaeventos esportivos – ambos já tocaram no Super Bowl, a grande final do futebol americano.

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Fonte: Veja.

 

Rolling Stones começará a gravar novo material neste mês

Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones, afirmou que a banda retornará aos estúdios no final deste mês para começar a trabalhar em algumas gravações. Segundo o jornal britânico The Mirror, Wood comentou que a banda está ansiosa para a reunião.

“É como se exercitar para a Olimpíada. Você tem que treinar. Então nós vamos treinar”, disse o guitarrista durante uma coletiva de imprensa para a abertura de sua exposição “Faces, Times and Places”.

A mostra conta com diversos quadros que retratam os Stones além de celebridades como Al Pacino e Muhammad Ali.

Ron aproveitou para esclarecer o adiamento dos eventos comemorativos do 50º aniversário dos Stones, assumindo que 2013 é o ano em que ocorrerão as celebrações: “Nós olhamos para 2012 como o ano da concepção, mas o aniversário é no próximo ano”, deixando claro que o baterista Charlie Watts só se juntou à banda em janeiro de 1963.

Fonte: Território da Música.

Rolling Stones comemoram 50 anos de carreira com documentário e biografia autorizada

Depois de anunciar que sua turnê comemorativa vai ficar para 2013, a banda inglesa Rolling Stones comemora 50 anos de carreira com o lançamento de um documentário que traça sua trajetória. Dirigido por Brett Morgen, produzido por Victoria Pearman e co-produzido por Morgan Neville, o filme é considerado o único oficial sobre o quarteto.

O diretor promete horas de material inédito sobre a banda, tirado direto dos acervos pessoais dos músicos, que também emprestam seus depoimentos ao filme. “Para todos aqueles que querem conhecer e experimentar o som da banda, esse longa-metragem vai desafiar as convenções e criar um caleidoscópio de imagens e sons que transportará os espectadores direto para o centro do mundo dos Stones”, disse em comunicado.

Apesar da formação ter sido feita em 25 de maio, a banda só lançará o filme em setembro de 2012. Antes disso, uma biografia autorizada deve ser apresentada ao público em julho deste ano. Editada pela Thames & Hudson, terá fotos e depoimentos também de Mick, Keith, Ron e Charlie.

Fonte: Uol.

 

Turnê mundial dos Rolling Stones deve acontecer em 2011, diz site

Os Rolling Stones estão mesmo planejando uma turnê mundial para 2011, de acordo com documentos em uma ação judicial entre a promotora de concertos Live Nation e seu ex-presidente Michael Cohl. A informação está em nota do site britânico NME.

Cohl é processado pela produtora por um contrato que assinou com a empresa quando saiu dela em 2008. Ele agora alega que a Live Nation tenta “interferir” em sua tentativa de obter direitos de promoção para a próxima turnê.

Em novembro do ano passado, o guitarrista Keith Richards disse que a banda voltaria com uma turnê mundial provavelmente em 2011.

Fonta: G1.

“Exile On Main St.” dos Rolling Stones

Em 1972, os Rolling Stones eram foras-da-lei – se bem que, agora, estavam fugindo dos impostos, e não dos demônios que os haviam perseguido três anos antes – e só aqueles de estômago forte conseguiam acompanhá-los. Quando a banda chegou à vila de Keef, no Sul da França, levava junto apenas os amigos mais chegados, mas os 12 meses de gravação e mixagem de Exile On Main St. cobraram seu tributo. Havia, como sempre, o álcool e as drogas. Eles tinham escolhido morar e viver juntos numa mansão desconfortável – um antigo quartel-general dos nazistas -, o que acabou sendo um inferno. A decisão de Mick Jagger de desaparecer com Bianca só colaborou para o mal-estar geral.

Exile On Main St. foi, portanto, uma criação de Keith Richards, mas ele não teria feito nada sem o melhor time de músicos de apoio com o qual havia tocado: Jimmy Miller (produção e percussão), Bobby Keys (saxofone), Jim Price (trompete e trombone) e Nicky Hopkins (piano) estão presentes em todo o disco, fazendo um som relaxado que tanto esconde quanto valoriza a música. O conhecido fotógrafo Robert Frank foi contratado para criar a capa do álbum, seguindo a linha “e nós é que somos esquisitos?”. Depois ele acompanhou a turnê da banda pelos Estados Unidos para fazer um road movie, Cocksucker Blues, mas, quando os Rolling Stones viram o copilão, perceberam claramente a diferença entre ser sexy e ser machista, e cancelaram o trabalho.

E a música? A banda odiou o álbum, mas, para quem gosta de rock, o DNA do gênero está todo ali, espalhado por aqueles quatro lados muito melhores do que The White Album. Nem tudo o que se ouve falar do disco é verdade, mas é melhor acreditar na lenda. Os Rolling Stones nunca mais seriam tão bons.

Rocks Off: YouTube Preview Image

Tumbling Dice: YouTube Preview Image

Happy: YouTube Preview Image

Let It Loose: YouTube Preview Image

Shine A Light: YouTube Preview Image

“Sticky Fingers” dos Rolling Stones

Sticky Fingers foi o primeiro LP lançado pelos Rolling Stones por seu próprio selo e o primeiro a apresentar ao mundo a famosa logomarca da língua de fora, desenhada por John Pasche – e o primeiro a chegar ao topo das paradas dos Estanos Unidos e da Inglaterra ao mesmo tempo.

As raízes do álbum estão no início de 1969, quando os Stones gravaram a base musical de “Brown Sugar”, “Wild Horses” e do blues rural “You Gotta Move”, no Muscle Shoals Sound Studios. Essas faixas dão ao álbum um tom relaxado, numa mistura de blues, country e soul no estilo do Sul.

A música que abre o disco, “Brown Sugar”, gira em torno de um irressistível riff de guitarra que tornou a canção um megassucesso mundial e um item obrigatório em festas, apesar de sua letra extremamente controvertida. “Bitch” entrelaça o sax de Bobby Keyes e o trompete de Jim Price com outro emocionante riff de guitarra. O naipe de metais se destaca novamente em “I Got The Blues”, que evoca a paixão da banda pelas baladas de Otis Redding, enquanto Billy Preston acrescenta um toque de gospel com o órgão. O álbum está cheio de referências explícitas a drogas – como em “Sister Morphine”, uma parceria com Marianne Faithful, que conta uma história sombria sobre o vício. A influência de Gram Parsons, amigo de Keith Richards, pode ser sentida nas duas canções country do álbum – a linda balada “Wild Horses” e a irônica “Dead Flowers”.

O guitarrista Mick Taylor brilha, num estilo que lembra Carlos Santana, em “Can’t You Hear Me Knocking”. “Moonlight Mile” traz um vocal emocionante de Jagger, ancorado por um generoso arranjo de cordas de Paul Buckmaster.

A capa de Andy Warhol, que mostra uma pélvis masculina envolta em jeans, vinha originalmente com um zíper, num arremate obsceno perfeito para um álbum dos Rolling Stones.

Brown Sugar: YouTube Preview Image

Wild Horses: YouTube Preview Image

You Gotta Move: YouTube Preview Image

Bitch: YouTube Preview Image

I Got The Blues: YouTube Preview Image

Sister Morphine: YouTube Preview Image

Dead Flowers: YouTube Preview Image

Can’t You Hear Me Knocking: YouTube Preview Image

Moonlight Mile: YouTube Preview Image

“Let It Bleed” do The Rolling Stones

“Este é um disco que eu salvaria de um incêndio”, declarou entusiasmada, Sheryl Crow. Era mais fácil comprar um outro exemplar numa loja de discos usados, mas o sentimento é o que importa. Alguns álbuns dos Stones são importantes-e-interessantes-mas-nem-tão-bons-assim, e outros são cheios de músicas maravilhosas que agradam a qualquer um que tenha orelhas – e Let It Bleed é um dos melhores.

De fato, este é o recheio de um sanduíche triplo. Beggar’s Banquet, Let It Bleed e Sticky Fingers eram a cereja do bolo de gravações feitas entre 1968 e 1970 – e o plano original era lançar Sticky Fingers e um outro LP em seguinda, em 1969.

Complicações contratuais impediram que isso acontecesse. Let It Bleed acabou se tornando um fecho visceral da década, com seu tom apocalíptico determinado por “Gimme Shelter” (o documentário sobre os Stones, com o mesmo título, mostra um fã sendo esfaqueado, em 1968, durante uma apresentação no Altamont Speedway).

O contraste com os velhos rivais, os Beatles, não podia ser mais agudo: Let It Be é composto por blues chatíssimos e cordas melosas; Let It Bleed contém (como se queixou um crítico) “sexo sujo, sadomasoquismo, drogas pesadas e violência gratuita”. Esses ingredientes tornam irresistível mesmo o que não é rock, como “Country Hook”, “Let It Bleed” e “Love In Vain”.

Mas também há hard rock. É difícil acreditar que a arrasadora “Midnight Rambler” e a tensa “Monkey Man” tenham sido compostas durante umas férias tranquilas na Itália. E o disco ainda traz “You Can’t Always Get What You Want”, que começa como um hino e termina aos gritos.

Mick Jagger – que, em geral, fala mal de seu próprio trabalho – admite que Let It Bleed é “um bos disco, em de meus preferidos”. O bom e velho Mick disse tudo.

Gimme Shelter: YouTube Preview Image

Country Hook: YouTube Preview Image

Let It Bleed: YouTube Preview Image

Love In Vain: YouTube Preview Image

Midnight Rambler: YouTube Preview Image

Monkey Man: YouTube Preview Image

You Can’t Always Get What You Want: YouTube Preview Image

“Beggars Banquet” de The Rolling Stones

Os dois anos anteriores não tinham sido particularmente bons para os Stones. Mick Jagger e Keith Richards foram presos na casa de Keith em Sussex, o que resultou num processo judicial nocivo para sua imagem. O uso de drogas e repetidas detenções transformaram Brian Jones, o primeiro líder da banda, numa sombra do músico multitalentoso que havia sido. E eles haviam perdido o bonde da história psicodélica com o desorientado disco Their Satanic Majesty’s Request.

Desse caos nasceu Beggars Banquet. Os Stones deixaram de lado a parafernália psicodélica dos estúdios e voltaram às suas raízes no blues e no country para produzir um disco acústico clássico, que também dava pistas do caminho mais sombrio que sua música tomaria um pouco mais tarde. A elegante “Jumpin’ Jack Flash” os levou ao seu primeiro lugar nas paradas em dois anos e nela está um de seus riffs mais famosos. “Street Fighting Man” aderiu ao movimento de 1968, um gesto de apoio aos protestos estudantis e à desobediência civil. A épica “Sympathy For The Devil” une uma letra infame a uma despojada batida de samba. Há que se destacar a ausência de Jones do disco, embora sua slide guitar em “No Expectations” seja uma lembrança de glórias passadas.

A capa do álbum é um convite simples ao banquete do título, apesar de o fundo branco, infelizmente, remeter à obra-prima dos Beatles, conhecida como o Álbum Branco, lançada algumas semanas antes. Mas isso não interferiu. O disco dos Stones vendeu aos milhares nos Estados Unidos e na Inglaterra.

O sombrio country blues de Beggars Banquet se tornou a marca registrada do grupo, que os Rolling Stones exploraram à exaustão nos três álbuns posteriores. Os quatro anos seguintes, até o lançamento de Exile On Main St., de 1972, ainda permanecem como sua época de ouro.

Jumpin’ Jack Flash: YouTube Preview Image

Street Fighting Man: YouTube Preview Image

Sympathy For The Devil: YouTube Preview Image

No Expectations: YouTube Preview Image

Jigsaw Puzzle: YouTube Preview Image

Salt Of The Earth: YouTube Preview Image

“Aftermath” dos Rolling Stones (1966)

Nos anos 60, era simples: os Beatles eram bons, os Stones eram maus. Em 1965, a música dos Fabs tinha ficado mais profunda, mas, à exceção de “Help!”, não era muito pesada. Os Stones, no entanto, mostravam os dentes em “Satisfaction” e “She Said Yeah”. Essas canções apareceram em álbuns como o delicioso December’s Children, uma miscelânea posta à venda pela linha de produção das gravadoras e polo olho gordo do empresário Andrew Loog Oldham.

Aftermath, ao contrário, era um álbum de verdade, sem sobras de gravações. Nele, os Stones expandiam seus limites – literalmente, no caso de “Goin’ Home”, ou de forma mais elaborada, em canções experimentais.

“Lady Jane” é mais surpreendente: trata-se de uma balada elisabetana cuja fria delicadeza repercutiria em outros trabalhos dos Stones. “Under My Thumb” atordoa tanto por seu imperioso machismo como pelo ritmo marcado por marimbas. “Mother’s Little Helper” é o retrato de donas-de-casa viciadas em comprimidos, embelezado pela cítara – mas, da mesma forma que “Out Of Time”, “Take It Or Leave It” e “What To Do”, foi retirada da versão americana. Porém os Estados Unidos não saíram perdendo, porque levaram em troca a brilhante “Paint It Black”.

Este álbum teve duas figuras-chave: Jack Nitzsche – um criativo compositor, instrumentista e arranjador que foi apresentado aos Stones por Phill Spector – e Brian Jones. Keith contou que Jones “era muito versátil”, mas tinha “perdido o interesse pela guitarra” – daí sua participação na cítara e nas marimbas.

As faixas convencionais também não desapontam; a melhor é a malvada e agressiva “Stupid Girl”.

Aftermath foi o primeiro álbum dos Stones composto integralmente por canções originais – foi o seu A Hard Day’s Night. Os Beatles e os Stones tinham chegado à maioridade – e o mundo estava a seus pés.

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“The Rolling Stones” dos Rolling Stones (1964)

Mesmo depois de 40 anos, o álbum The Rolling Stones continua sendo um marco tão fundamental na história musical como John ter encontrado Paul ou Nirvana ter desbancado Michael Jackson do primeiro lugar das paradas. Jagger, Richard (como era conhecido então) e companhia não eram estreantes em estúdio quando começaram a gravar seu primeiro álbum, em janeiro de 1964. Eles já tinham gravado hits em 1963, como “Come On”, de Chuck Berry, e “I Wanna Be Your Man”, de McCartney.

Os Stones não eram, porém, compositores seguros. As tentativas iniciais não agradaram a Jagger e Richard, e eles preferiram deixar que Marianne Faithfull e Gene Pitney terminassem a tarefa. Das composições originais do álbum, “Now I’ve Got A Witness” e “Little By Little” (assinadas sob o pseudônimo coletivo de Nanker Phelge) são inspiradas, respectivamente, em “Can I Get A Witness”, de Marvin Gaye, e “Shame, Shame, Shame”, de Jimmy Redd, enquanto “Tell Me (You’re Coming Back)” é quase um pastiche de Merseybeat.

Mas apoiar-se em versões não havia feito mal algum a Elvis ou Sinatra, e os Stones estabeleceram um padrão confiável: pegar um blues e tocá-lo mais forte, mais rápido e de maneira mais assustadora.

Lançado quando os Beatles estouraram, o disco arrasou. Nos Estados Unidos, a London Records pôs a frase “A vova fábrica de sucessos da Inglaterra” na capa, que, na Grã-Bretanha, não tinha qualquer outra informação além da logomarca da gravadora. A London também substituiu “I Need You Baby (mona)”, de Bo Diddley, pelo hit “Not Fade Away”, de Buddy Holly.

The Rolling Stones não tem um material tão bom como o que o grupo lançaria nos anos seguintes – ou mesmo meses depois. Mas sua arrogante vulgaridade provocou um abalo sísmico no pop polido de então – e continua a repercutir até hoje.

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