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“Cut” dos Slits (1979)

Formada durante um show de Patti Smith, em 1976, pela vocalista alemã Ari Up, então com 14 anos, a banda The Slits (com seu estilo único de se vestir de forma parcimoniosa) logo ganhou fama de ser selvagem e odiosa. O grupo foi convidado a servir de apoio ao Clash durante a turnê White Riot, de 1977, mas o motorista teve de ser subornado para deixar as moças subirem no ônibus. No entanto, apesar de fazerem parte do círculo íntimo de amigos dos Sex Pistols, os Slits não lançaram um álbum até 1979.

A banda teve uma formação flutuante. Numa delas se reuniram, em torno de Ari, a guitarrista Viv Albertine, a baixista Tessa Pollitt e o futuro baterista dos Banshees, Budgie. Na época do lançamento de Cut, o barulho dos Slits já tinha evoluído para um jitterpunk com influência dub, com a ajuda da produção de Bovell, do Matumbi, o revolucionário grupo de reggae inglês.

A banda combinava ritmos dançantes e harmonias discordantes e os agudos com sotaque alemão de Ari (uma óbvia influência em Björk); sua falta de habilidade musical nunca foi obstáculo para a criatividade – é só prestar atenção no piano e nos tempos variados de “Typical Girls” ou na crueza do skank de “Instant Hit”. Os defeitos masculinos são o alvo da brilhante canção antiamor “Love Und Romance”e do funk distorcido de “Ping-Pong Affair”. As melhores faixas são a anticonsumista “Spend, Spend” e o hilariante refrão “Do a runner” de “Shoplifting”.

O álbum foi merecidamente recebido com elogios, apesar de a fotografia “primitiva urbana” da capa ter despertado polêmica. Mas a recusa dos Slits em abrir mão de sua imagem e ponto de vista tornou a banda uma poderosa influência para as artistas mulheres.

Typical Girls: YouTube Preview Image

Instant Hit: YouTube Preview Image

Love Und Romance: YouTube Preview Image

Ping-Pong Affair: YouTube Preview Image

Spend, Spend: YouTube Preview Image

Shoplifting: YouTube Preview Image

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