Siamese Dream, primeiro álbum dos Smashing Pumpkins para um público mais amplo, recebeu grandes elogios por parte da crítica e teve um sucesso comercial razoável, mas o álbum posterior, Mellon Collie And The Infinite Sadness, é mais frequentemente citado como o melhor da banda, conseguindo este feito sem deixar de lado as revelações emocionais e as complexidades de seu predecessor. Dividido em dois discos, intitulados respectivamente “Dawn To Dusk” e “Twilight To Starlight”, o álbum cobre o amplo espectro das emoções humanas. É um tipo de composição musical alternativa e contemporânea, desde a faixa-título, passando pela triste sinfonia de guitarras de “Tonight, Tonight”, até o amargo grunge de “Bullet With Butterfly Wings” e “Zero”.
Pouco depois do lançamento em 1995, uma série de acontecimentos – alguns não muito bons – colocou tanto a banda quanto o álbum em destaque. No espaço de 12 meses, o Smashing Pumpkins recebeu sete nomeações para o Gframmy. O tecladista que acompanhava o grupo nas turnês, Jonathan Melvin, morreu de overdose. O baterista Jimmy Chamberlin foi preso por posse de drogas e dispensado pela banda. Além disso tudo, o vocalista Bill Corgan criticou várias vezes seus companheiros em entrevistas controvertidas, afirmando que não procuravam ampliar os seus horizontes musicais. É inegável, contudo, que ao criar Mellon Collie And The Infinite Sadness Corgan lançou-se, sem esforço aparente, em novos territórios e também criou um dos discos mais belos de toda a história do rock.















