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“Mellon Collie And The Infinite Sadness” do Smashing Pumpkins (1995)

Siamese Dream, primeiro álbum dos Smashing Pumpkins para um público mais amplo, recebeu grandes elogios por parte da crítica e teve um sucesso comercial razoável, mas o álbum posterior, Mellon Collie And The Infinite Sadness, é mais frequentemente citado como o melhor da banda, conseguindo este feito sem deixar de lado as revelações emocionais e as complexidades de seu predecessor. Dividido em dois discos, intitulados respectivamente “Dawn To Dusk” e “Twilight To Starlight”, o álbum cobre o amplo espectro das emoções humanas. É um tipo de composição musical alternativa e contemporânea, desde a faixa-título, passando pela triste sinfonia de guitarras de “Tonight, Tonight”, até o amargo grunge de “Bullet With Butterfly Wings” e “Zero”.

Pouco depois do lançamento em 1995, uma série de acontecimentos – alguns não muito bons – colocou tanto a banda quanto o álbum em destaque. No espaço de 12 meses, o Smashing Pumpkins recebeu sete nomeações para o Gframmy. O tecladista que acompanhava o grupo nas turnês, Jonathan Melvin, morreu de overdose. O baterista Jimmy Chamberlin foi preso por posse de drogas e dispensado pela banda. Além disso tudo, o vocalista Bill Corgan criticou várias vezes seus companheiros em entrevistas controvertidas, afirmando que não procuravam ampliar os seus horizontes musicais. É inegável, contudo, que ao criar Mellon Collie And The Infinite Sadness Corgan lançou-se, sem esforço aparente, em novos territórios e também criou um dos discos mais belos de toda a história do rock.

Mellon Collie And The Infinite Sadness: YouTube Preview Image

Tonight, Tonight: YouTube Preview Image

Bullet With Butterfly Wings: YouTube Preview Image

Zero: YouTube Preview Image

“Siamese Dream” do The Smashing Pumpkins (1993)

“Não acredito que seja necessário sofrer para se fazer boa arte”. Um exorcismo de demônios da infância? A obra-prima de um megalomaníaco? Uma hora inteira de maravilhas do hard rock? Siamese Dream é tudo isso e muito mais.

O simples fato de o álbum existir se deve à ambição insana do líder Billy Corgan. Após meses de turnê do álbum Gish (1991), ele assumiu inteiramente a responsabilidade por uma continuação quando seus companheiros de banda não se interessaram por um “estranho plano genial [...] para sermos os mais pesados, mais durões, mais roqueiros [...]“. Ironicamente – dado que o título se refere a “viver em um estado de sonhos, uma conexão orgânica entre as pessoas”, a banda mal estava se falando.

As contribuições do guitarrista James Iha e do baixista D’Arcy Wretsky são tema para debate; é dito que Corgan tocou a maioria dos instrumentos sozinho. O baterista Jimmy Chamberlin acrescentou mais caos com um excesso extracurricular.

O tal plano a respeito dos “mais pesados, mais durões, mais roqueiros”, contudo, foi levado a cabo de forma extraordinária por “Cherub Rock” e “Geek U.S.A.”. E a grandiosa “Silverfuck” realiza o objetivo de Corgan de “juntar o poder do Black Sabbath com a dinâmica do Led Zeppelin com o psicodelismo do Pink Floyd”. Mas são os momentos melódicos que garantem a imortalidade de Siamese Dream: a ressoante “Today”, “Disarm”, que é impulsionada pelos violinos, e a canção de ninar “Luna”.

No que diz respeito às letras, Corgan confronta fantasmas do passado em “Disarm” (seus pais)  e “Spaceboy” (seu irmão portador de deficiência), joga uma rede poética em “Mayonaise” e abre feridas em “Soma” (cujo assunto mais tarde se tornou sua ex-mulher). Esta última conta com a participação de Mike Mills, do R.E.M., que declarou a respeito do disco: “É um grande disco com ou sem mim”. Estava absolutamente certo.

Cherub Rock: YouTube Preview Image

Geek U.S.A.: YouTube Preview Image

Silverfuck: YouTube Preview Image

Today: YouTube Preview Image

Disarm: YouTube Preview Image

Luna: YouTube Preview Image

Spaceboy: YouTube Preview Image

Mayonaise: YouTube Preview Image

Soma: YouTube Preview Image

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