O primeiro LP do Style Council, Café Bleu, assim como grande parte do que eles produziram, foi uma mistura de acertos e erros. Contudo, quando acertam a combinação de R&B, jazz e qualquer outro estilo musical que passasse pela cabeça de Paul Weller durante a gravação – o som é divino.
A capa em tons de azul e o estilo elegante da banda se expressam na música. A preponderância (talvez excessiva) de versões instrumentais permitiu a Weller e ao seu parceiro Mick Talbot deixarem fluir seus talentos. Na faixa-título, Weller dá o melhor de si, enquanto que em “Mick’s Blessings” é a vez de Talbot brilhar. “My Ever Changing Moods” confirma a habilidade de Weller para compor músicas pop perfeitas, e o seu trabalho vocal na balada “You’re The Best Thing” é um dos pontos altos de sua carreira. Uma das músicas mais comoventes, “The Whole Point Of No Return” equilibra o feroz ataque de Weller aos privilégios da classe alta com uma bela guitarra dedilhada. Em “The Paris Match”, Tracy Horn, cantora do Everything But The Girl, interpreta a música de forma tão comovente que quase nos faz esquecer a catástrofe que é o rap experimental “A Gospel”, logo em seguida.
Não é um álbum perfeito: ficou eclético demais para se sustentar, apesar de sua variedade ter um grande mérito. Chegou a ser muito popular na Inglaterra, alcançando o quinto lugar nas paradas e, olhando para trás, a sua influência sobre outras bandas da época que tinham um estilo próximo ao R&B e ao jazz é óbvia, de Everything But The Girl a Swing Out Sister. As pérolas contidas no LP fazem com que mereça ser ouvido.








